Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesias. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, abril 01, 2013

Lágrimas que Marcaram Minha Vida

Maciel Henrique Carneiro ( principiando na poesia quando cursava Magistério)

O dia quinze de outubro
Foi um dia de aflição
Morreu minha mãe querida
A razão da minha vida
Cortando o meu coração.

Era noite de festa
E minha mãe padecia
Só em estado de coma
já fazia uns três dias.

A minha dor calada
escondia a emoção
Mas quando eu pensava nela
me apertava o coração
por saber que ela sofria
dia e noite, noite e dia
Naquela ocasião.

Por incrível que pareça
O estudo me acalmava
Mas quando da classe saía
Só nela é que eu pensava
E como iria viver,
Sem ter mamãe lá em casa?

Eu não sentia vergonha
De por minha mãe chorar
Afinal não é pecado
Sofrer, por tanto amar.

Quando eu ficava em casa
Eu começava a pensar
E o retrato da miha mãe
Ficava a observar
Mas de perto logo saía
Pra depois não mais chorar.

Hoje estou conformado
Mesmo sem tê-la esquecida
Pois tudo isso foram lágrimas
Que marcaram minha vida.








terça-feira, fevereiro 05, 2013

DESABAFO

DOMÊNICO PERAZZO: A SEMENTE DE POESIA QUE VI NASCER












Me respondam se tenho ou não razão
De não ter me envolvido na política
Muitos chegam pra mim fazendo crítica
mas tem outros que vêm me dar a MÃO
Eu fui vítima da grande TRAIÇÃO
Por meu PAI não ter sido o candidato
O prefeito não quis cumprir o trato
Que há ANOS já tinha prometido
E com a vergonha que tenho até duvido
De pregar uma BANDEIRA ou um retrato.

Nunca mais eu te sigo ditador
No teu povo eu não posso confiar
Pois o povo já sabe em quem votar
Essa vez é a vez do professor
TE LEVANTA PREFEITO TRAIDOR
Da cadeira da sala do PODER
Esses pobres votaram pra eleger
Um prefeito que o povo lhe abrace
Que a herança pior que tu herdaste
Foi de nunca saber AGRADECER.

Eu não sei como foste tão ingrato
Enganaste meu povo o tempo inteiro
Sempre fomos fiel e verdadeiro
E você nem sequer cumpriu o trato
Eu jamais pregarei o teu retrato
Na parede do muro ou do oitão
Pois de ti eu guardei no coração
Uma mágoa que nunca apagará
Mas nós vamos deixar isso pra lá
Você viu de quem era a  REJEIÇÃO.


sábado, agosto 18, 2012

Relógio do Coração


 Mário Quintana
Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário nos      mostrar que ficaram por anos em nossas agendas.
Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.
Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na Terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.
E há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados da folhinha.
Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembrança de horas.
Há eventos que marcaram, e que duram para sempre: o nascimento do filho, a morte da avó, a viagem inesquecível, o êxtase do sonho realizado.
Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra “eternidade”.
Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.
Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz estava eu na ocasião.
O relógio do coração hoje descubro, bate noutra frequência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.
É olhar as rugas e não perceber a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças do que viveu.
Pense nisso. E consulte sempre o relógio do coração: ele lhe mostrará o verdadeiro tempo do mundo.

quinta-feira, agosto 16, 2012

SONETO DO AMIGO

Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo
 
Eis que ressurge noutro o velho amigo
 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
 
Com olhos que contêm o olhar antigo
 
Sempre comigo um pouco atribulado
 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
 
Sabendo se mover e comover
 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

sábado, março 10, 2012

A SETA E O ALVO


Paulinho Moska, Nilo Romero

Eu falo de amor à vida
Você, de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar e sorte.

Eu ando num labirinto
E você, numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa
Mas você só quer atingir sua meta
Sua meta

É a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuro,
Eu digo "te amo"
E você só acredita quando eu juri

Eu lanço minha alma no espaço
você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era
E o que era?

Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Eu grito pra liberdade
você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade
E você só pensa em não se machucar

Eu corro todos os riscos
Você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade

É a meta de uma seta  no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Reencontro Registrado















Quão lindo dia de verão que termina
Entre os arbustos filmas com tanta ternura
Registrando os campos sob ingênua mira
No foco a paisagem de cores tão puras.

Nosso bom recanto tem história e cor
Guarda o testemunho de tua chegada
E sela o reencontro de tão velho amor
Que por expiação fora prorrogada.

Amor que viveu uma outra existência,
Num chalé branquinho que a relva ladeou
Guardando segredos que só a consciência

Diz que um dia ela  de mim te levou
E lá,  separou  vidas  com tal violência,
Que somente agora você me encontrou. 

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Sina

      Antônio José
 Estava pensando com a monotonia
 Que na vã magia me apareceu
 Refletimos torpes os nossos momentos
Mas sem sentimentos para não abalar
Andamos na rua e colhemos flores
Frutas sem sabores pra não perturbar
Vimos tantos rostos tantas peripécias
Um em cada história, cada história em um
É cada alegria e cada tristeza
É a natureza em seu natural
Dez ladrilhos cinzas em vastas pastagens
Dez olhos sangrentos em negras ramagens
Já não choram mais os filhos do tufão
Pois secarão mares de choros azuis
Crianças morenas e homens seminus
São crias da terra e filhas de urubus
E magras ossadas a serem vendidas
São carnes perdidas são carnificina
Mas gritos e choros que ainda se ouvem
Brilham como orquestras em cada esquina
Saciar a fome com o poder da dor
Congelar o amor pra poder vender
Uma casa branca de limpo perfume
Pode ter estrume se se procurar
Porém não desisto desta minha sina
Enquanto brilharem os olhos da menina




Breve Relato

Cada encontro está carregado de perdas(Vilma)
Te escrevi mil versos
Te enviei mil flores
Que nem mil amores poderão te dar
Mas sem nossas vidas sem falsos pudores
Palavras são cores que dispensam insignias
Mas se navegarmos em contos de fadas
Pela noite a dentro em noites alquebradas
Teceremos torres faremos anáguas
Gaviões alados são contos de fadas...
Ô bravo guerreiro de lança amarela
Que escolta a lapela lá em meu país
Busca os perdizes que na chuva cantam
Cantigas de amores por velhos cantadas
O que não dizer, ó minha Atena doce?
Que em mil lampejos e minh'alma entrou
Mas só são palavras de fácil enfeite
Que busco no seio pra te agradar
O que tu não sabes é que em meu país
Janelas são potros, potros são janelas
Mas tu és tão simples tão facilitável
Que ficas difícil e indecifrável
Já tua beleza é de extremo espanto
Que nem em mil contos  poderei sanar
O que não fazer com os nossos encontros?
Pois de canto  em canto tendo a relatar.
     Antonio Jose (30/03/2003)

segunda-feira, outubro 24, 2011

Alerta


         Foge pois engana-te!
         Veio numa voz soprada:
         "Nele não deve confiar-te,
          porque serás abandonada".

          Abandono, amor entendeste.
          De falsidade estou cansada.
          No  jogo me colocaste,
          Mas desse já fui alertada.

          Deve ter sido um anjo
         Que pretendia me ajudar
          Fugir, teria dito o arcanjo,

          Deves aprender a divisar
          Porque de traição eu manjo
          Saibas quando confiar.


quarta-feira, novembro 17, 2010

Não sei mais...

Se a vida ainda é bela,
Se existe alguma estrela
Se o sol quente esfriou...

Sei apenas que solidão geme
Que o homem sozinho treme
Quando o temporal descer.

E quanto tempo hei de esperar
O dia para te encontrar
A fim de  te conhecer!?

Promessa ... isso é prene,
E meu coração até treme
Com medo de te perder.

És pétala, flor, és encanto
Que a vida escondeu num canto
Pra um dia me devolver.

Mas terra, luz, sol e mar
Haverão de se conter
Quando o momento chegar.

Oh, meu amor, meu encanto!
De ti eu preciso tanto...
Vem nos meus braços ficar...

quarta-feira, novembro 10, 2010

O despertar do poeta

Rosa mulher
Eu nem sei o que escrever
Nestas linhas tortuosas
Não sei se falo de ROSAS
Prontas pra te oferecer
Mas para que remeter
Rosas a uma outra rosa
Das quais és a mais formosa
Do jardim do meu viver?
Jardim que eu vi crescer
No seio da primavera
 Naquela doce quimera
Que era meu amanhecer
Como poder te esquecer
Oh bela ROSA MULHER
Soerguida ao sopé
Da montanha não no cume
Me fazendo adormecer?
Carneiro, Maciel Henrique.
Tuparetama, 07/03/96

segunda-feira, outubro 18, 2010

Já é Hora

Vieste tu, linda senhora,
Um dia me procurar
Enrolada numa capa
Preta, sem me encontrar,

Porque de ti me escondi
Temendo ter de embarcar
Pra terra de onde vim
Sem antes me realizar.

Hoje, porém, já cansada,
Já podes vir me buscar,
Enquanto me encontro lúcida
Para em teus braços deitar.

Quero acordar bem velada
Por quem já me precedeu:
Minha vovozinha amada
E o amor que me entendeu.

Sei que jovem não queria
Deixar a vida apressada,
Mas agora já madura,
Dela estou bem  saturada.

 Nada que me prenda existe,
Quero dormir sossegada
Pois nesta terra só resiste
Quem aprendeu a ser nada.


quarta-feira, outubro 06, 2010

SERÁ MENTIRA OU SERÁ VERDADE?

SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se ncante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu  canto
E rir meu riso e e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia d quem vive
Quem sabe a solidão,fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto bque é chama

Mas que seja infinito, enquanto dure.
Vinícius de Morais

quarta-feira, setembro 29, 2010

Relação entre o HOMEM e o poema

O Engenheiro
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

Em certas tardes nós subíamos
Ao edifício. A cidade diária,
Como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

Como um jornal que todos liam.
A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
                         João Cabral de Melo Neto

      Como eu poderia estabelecer uma relação entre um homem concreto e o poema de João Cabral? Ja descobri! o título e as características comuns a ambos. Pois quando vejo o poema em minha frente, ganha tamanho o homem carne, músculos, pelos e solidão.
      Nada sei sobre ele, ou quase nada, contudo, posso criar, avolumar, como faço com a semântica do poema na sua linguagem, racional, concreta e automática da razão. Embora seja carinhoso,   suas ações não dão margem à inspiração e à poesia.  Talvez, porque não tenha conseguido abrir espaço entre a geometrização e a exatidão, para deixar nascer o sonho e a subjetividade, tão meus.
Somos dois opostos.
       Enquanto vejo a beleza da vida de dentro do pulmão de cimento e vidro, ele prefere medir e  calcular a construção do pulmão;
       Enquanto vejo a perspicácia, astúcia do olhar e penso sobre o que há por trás de tudo, ele prefere o automatismo visual concreto e instantâneo.
       O que eu queria mesmo era lhe descobrir. Do mesmo modo em que o eu lírico do engenheiro lia a cidade diária ao ganhar aquele pulmão.
        Mas o bom de tudo isso, seria que eu saisse do poema, esquecesse a poesia que está enraizada em mim e fosse em busca de sua objetividade, tocasse, medisse e construísse um edifício sem portas e sem janelas fechando-o para evitar que de mim se fosse.
        Impossível!!!Os contrários se repelem. Entretanto, bem que  a adversidade deveria transformar-se em adição e nesse sentido, você ganharia e eu mais uma vez pela dominação ... não!
        A relação foi estabelecida.  E, com tal maestria, que chego a duvidar de que o engenheiro e o poema não sejam a mesma coisa.