quarta-feira, dezembro 14, 2011

Rir é melhor que chorar...

Gragalhava...E aquela reticência me agredia. Ria de mim, tenho certeza. É... acho que devo aprender a lição. Já constatei que mágoa não resolve muita coisa. Apenas sustenta a lembrança de fatos que gostaríamos de enterrar e muito bem. Mas será que vale a pena esconder aquilo que nos machuca e que incomoda?Neste mundo já ensinei a tantas pessoas a arte de esquecer, de perdoar,entretanto, apenas ensinei, porque para ser sincera eu mesma nunca aprendi. Foram mágoas e mais mágoas, foram decepções e mais decepções...e muito mais do que isso, arrependimentos e três vezes mais arrependimentos...Acho que isso faz parte...faz parte daquilo que podemos chamar de indicador de primitivismo: o instinto. Quando se age movido por ele, não resulta em outra coisa...é dor, é tristeza, é revolta, é aaaaarrependimento...Mas de que vale tudo isso? Só sei que em seu silêncio ele apenas ri. Pena que eu não possa vê no futuro o eco de suas gargalhada... E esses ecos virão. E ele certamente lembrará os motivos.Sei que ele continua por aí. Quantas vítimas mais fará? E quantas já terá feito? Inúmeras, pode ter certeza. Como uma cobra caça vagarosamente suas vítimas, traiçoeira e silenciosamente quebra-lhe todos os ossos até satisfazer-lhe os instintos famintos, ele também. Após satisfeito parte e some. Aquela vítima morreu. Busquemos  outra, agora para saciar o apetite voraz. Mas cobra não ri, ela apenas mostra a língua, eis aí a diferença. Todavia, nas outras características ambos são tão semelhantes...Continue rindo, talvez seja melhor que chorar contrariado por ações impensadas.kkkkkkkk... eu bem que deveria ter retribuido como ecos sua insensibilidade, de modo  que em si redundassem, da mesma forma em que senti e até fui capaz de ouvir o k...k...k ao  divisar-lhe o deboche.Contudo, eu fico só com meu lema: rir é melhor que chorar e desabafar melhor que ri.   

terça-feira, novembro 22, 2011

A Imprevisibilidade da vida

A vida passa e com ela os seus melhores momentos. É nossa obsessão   deixar tudo para depois, entretanto, o futuro é misterioso e imprevisível. O ontem existiu, mas o amanhã, quem poderá definir? Somos inseguros, inconstantes, algumas vezes auto -suficientes, outras; vacilantes. Quem poderá prever o que se passa pela cabeça de alguém? O coração não tem grades, assim como o amor não tem fronteiras. Poderemos limitar nossos impulsos, mas jamais se impedirá que o amor crie asas e as estenda até onde nunca gostaríamos que fosse. É que ele vai além da vontade humana. E se não te pretendes ser alvo dele que te faz presa sem que pretendas, então será bom que nunca te lances a ele, pois o mesmo não admite que alguém lhe trace o curso, porque o próprio determina por onde deve passar e onde pernoitará. O amor é um sentimento que só conhece a palavra dádiva, e oferecer não é trocar, não é comprar. Compra-se mercadoria, jamais o amor. E quem tiver a pretensão  de o prender, já está predestinado a jamais dele usufruir. Muitos gostariam de direcionar-lhe o caminha, mas nunca conseguirão. 

quarta-feira, novembro 09, 2011

Inauguração da Quadra Esportiva do EREMCOT

O Secretário de Educação Anderson Gomes esteve presente na inauguração


Tivemos a presença do Secretário de Educação de Pernambuco: Anderson Gomes

Alunos organizaram apresentações culturais



Tivemos a ilustre presença do Prefeito Municipal Sávio Torres







Nossa diretora, Fátima

Anderson e os professores do EREMCOT







quarta-feira, novembro 02, 2011

Pessoas Estrelas e Pessoas Cometas

Rubem Alves

Há pessoas estrelas.
Há pessoas cometas.
Os cometas passam...
Apenas são lembrados
pelas datas que passam e retornam.
As estrelas permanecem.
Os cometas desaparecem.

Há muita gente cometa.
Passam pela vida da gente
apenas por instantes;
gente que não prende ninguém
e a ninguém se prende,
gente sem amigos.
Que passa pela vida sem iluminar,
sem aquecer, sem marcar presença.
Há muita gente cometa!
São como muitos artistas.
Brilham apenas por instantes
nos palcos da vida.
E com a mesma rapidez
com que aparecem, desaparecem.
Assim são muitos reis e rainhas
de todos os tipos
Reis de nações, rainhas de clubes
ou de concursos de beleza.
Assim são os rapazes e moças
que se enamoram e se separam
com a maior facilidade.
Assim são pessoas
que vivem numa mesma família
e passam um pelo outro
sem ser presença.

Importante é ser estrela.
Marcar presença. Ser luz. Calor. Vida.
Amigo é estrela:
podem passar anos, surgir distâncias,
mas a marca fica no coração.
Ser cometa não é ser amigo.
É ser companheiro por instantes.
Explorar sentimentos.
Aproveitar das pessoas e das situações.
É fazer acreditar e desacreditar
ao mesmo tempo.
A solidão é o resultado
de uma vida cometa.
Ninguém fica. Todos passam.
E a gente também passa pelos outros.

Há necessidade de criar
um mundo de estrelas.
Todos os dias poder vê-las e senti-las.
Todos os dias poder contar com elas.
Todos os dias ver sua luz
e sentir seu calor.
Assim são os amigos.
Estrelas na vida da gente.
Pode-se contar com eles.
São aragem nos momentos de tensão.
Luz nos momentos escuros.
Pão nos momentos de fraqueza.
Segurança nos momentos de desânimo.
Olhando os cometas,
é bom não se sentir como eles.
Nem desejar prender-se em sua cauda.
Olhando os cometas,
é bom sentir-se estrela.
Marcar presença.
Ter vivido e construído
uma história pessoal.
Ter sido luz para muitos amigos.
Ter sido calor para muitos corações.

Ser estrela neste mundo passageiro,
neste mundo cheio de pessoas cometas,
é um desafio, mas acima de tudo,
uma recompensa.

É nascer e ter vivido
e não apenas existido.

quinta-feira, outubro 27, 2011

Presidente ou Presidenta?

Há comentários que aborrecem muito; outros, que entediam.Assim, entre os que mais me entediam estão aqueles relacionados a questão GÊNERO neste país.
Para exemplificar, comecemos analisando as discordância que ainda pairam sobre a flexão de gênero relativa à palavra presidenta.  Afinal já se aproxima o aniversário de posse de Vilma Rousseff, no entanto,  ainda vez por outra alguém inicia uma discussão comigo sobre o problema: Presidente ou presidenta? O pior de tudo é que você explica até perder a paciência. Não adianta! Apresentar a lei 2.749 (do Senador Mozart Lago) que determina a forma feminina para  nomes de cargos público? Também sem  sucesso! Porque o problema não é morfológico, é ideológico.
Como é muito difícil neste país  alguém assumir uma posição sincera! Tem gente que para desculpar sua posição ideológico, fica neutra. Aí  eu me reporto a Paulo Freire quando dizia que neutralidade não existe, que quando alguém se diz neutro, encontra-se do lado do mais forte. E, nesse caso quem é e sempre foi o mais forte? O masculino, é óbvio! Ele sempre teve o poder nas mão. Também ainda falando sobre poder, lembro o relato de Gilberto Freire sobre a vida da mulher brasileira no passado, quando citava que as  residências eram rodeadas de árvores para que de longe a mulher pudesse ver sem ser vista. Se por acaso aparecesse   visita masculina para o jantar ela não apareceria na sala. Então,  não é de hoje o problema. A dominação sobre a mulher é incontestavelmente histórica. Eis, pois, o motivo para tamanho alarido.
Portanto, quando vi alguém citar a conotação que se dá à palavra presidenta através da ênfase na pronúncia, contestei. Se essa ênfase semanticamente quer dizer durona, inflexível eu pergunto: Por que mulher não pode ser durona? Por que tem de ser derretida? "Manteiga" "queijo" são ambos derivados de leite e saborosíssimos! Independentes de serem moles ou duros. Dureza não simboliza firmeza de decisões? Então? A presidenta já o foi a partir do momento que decidiu participar do pleito até então só ocupado no Brasil por homens. E, se tivéssemos milhares de mulheres com tal determinação talvez houvesse mais humanização e menos corrupção neste país. 
Diante do exposto eu gostaria de lançar uma reflexão: Por que não se debate a condição masculina em relação a aparentar decidido ou vacilante? Já a mulher sempre gera debate em todos os sentidos...Aceitar o sexo masculino em cargos ou funções jamais gerou qualquer discórdia, já em relação ao feminino até a desinência de gênero torna-se polêmica.
Queria ver mesmo se o mesmo fato se aplicasse a um homem. Primeiro jamais aconteceria...segundo, se acontecesse seria aceito imediatamente e até divulgado como pioneiro. 
Só que em toda essa polêmica o que me causa mais repulsa é o fato de que até aquelas mulheres que se dizem "mais femininas", por trás de seus discursos aparentemente neutros, existe uma mulher machista que não permite sequer que seus filhos executem tarefas domésticas,,,
Então amiguinhas, continuem primando pelos seus homens "machões"! Porque eu, vou defender tudo que há de feminino, pois já basta o achatamento a que todas fomos e somos subjugadas. Defenderei, pois, a diferença da mulher que luta, que educa para minimizar as diferenças, que se desdobra para sobreviver e que na sua exaustão, ainda sobra tempo para defender o seu espaço que já poderia ter deixado de ser limitado pelo menos na flexão de gênero.

segunda-feira, outubro 24, 2011

Alerta


         Foge pois engana-te!
         Veio numa voz soprada:
         "Nele não deve confiar-te,
          porque serás abandonada".

          Abandono, amor entendeste.
          De falsidade estou cansada.
          No  jogo me colocaste,
          Mas desse já fui alertada.

          Deve ter sido um anjo
         Que pretendia me ajudar
          Fugir, teria dito o arcanjo,

          Deves aprender a divisar
          Porque de traição eu manjo
          Saibas quando confiar.


domingo, outubro 23, 2011

MEU COMETA

Ser criança é ser luz na escuridão em que vive um adulto. Digo escuridão, porque não é fácil viver em meio a tantas atribulações a que estamos fadados a suportar. Mas o pequeno, ele deita, ele rola, ele brinca, ele ri, nada o preocupa. Seus olhos brilham, a verdade é farta e a alegria tranborda em cada ato seu.
Talvez seja por todas essas suas peculiaridades que exista um dia só dedicado a elas. Confesso que até as invejo. E não é para invejar? Não conheci esses arroubos que elas possuem. Não tive tempo de ser criança. Quando percebi o tempo já passara. E dela, da infância, não guardo nem lembranças.
Ser criança é sublime; não ter sido é amargo. Todavia, não é o passado que me fará deixar de admirá-las.

Ser Criança

Ser criança é ser luz na escuridão em que vive um adulto. Digo escuridão, porque não é fácil viver em meio a tantas atribulações a que estamos fadados a suportar. Mas o pequeno, ele deita, ele rola, ele brinca, ele ri, nada o preocupa. Seus olhos brilham, a verdade é farta e a alegria tranborda em cada ato seu.
Talvez seja por todas essas suas peculiaridades que exista um dia só dedicado a elas. Confesso que até as invejo. E não é para invejar? Não conheci esses arroubos que elas possuem. Não tive tempo de ser criança. Quando percebi o tempo já passara. E dela, da infância, não guardo nem lembranças.
Ser criança é sublime; não ter sido é amargo. Todavia, não é o passado que me fará deixar de admirá-las.

Ser Criança

Ser criança é ser luz na escuridão em que vive um adulto. Digo escuridão, porque não é fácil viver em meio a tantas atribulações a que estamos fadados a suportar. Mas o pequeno, ele deita, ele rola, ele brinca, ele ri, nada o preocupa. Seus olhos brilham, a verdade é farta e a alegria tranborda em cada ato seu.
Talvez seja por todas essas suas peculiaridades que exista um dia só dedicado a elas. Confesso que até as invejo. E não é para invejar? Não conheci esses arroubos que elas possuem. Não tive tempo de ser criança. Quando percebi o tempo já passara. E dela, da infância, não guardo nem lembranças.
Ser criança é sublime; não ter sido é amargo. Todavia, não é o passado que me fará deixar de admirá-las.

MEU COMETA

Ser criança é ser luz na escuridão em que vive um adulto. Digo escuridão, porque não é fácil viver em meio a tantas atribulações a que estamos fadados a suportar. Mas o pequeno, ele deita, ele rola, ele brinca, ele ri, nada o preocupa. Seus olhos brilham, a verdade é farta e a alegria tranborda em cada ato seu.
Talvez seja por todas essas suas peculiaridades que exista um dia só dedicado a elas. Confesso que até as invejo. E não é para invejar? Não conheci esses arroubos que elas possuem. Não tive tempo de ser criança. Quando percebi o tempo já passara. E dela, da infância, não guardo nem lembranças.
Ser criança é sublime; não ter sido é amargo. Todavia, não é o passado que me fará deixar de admirá-las.

MEU COMETA

Ser criança é ser luz na escuridão em que vive um adulto. Digo escuridão, porque não é fácil viver em meio a tantas atribulações a que estamos fadados a suportar. Mas o pequeno, ele deita, ele rola, ele brinca, ele ri, nada o preocupa. Seus olhos brilham, a verdade é farta e a alegria tranborda em cada ato seu.
Talvez seja por todas essas suas peculiaridades que exista um dia só dedicado a elas. Confesso que até as invejo. E não é para invejar? Não conheci esses arroubos que elas possuem. Não tive tempo de ser criança. Quando percebi o tempo já passara. E dela, da infância, não guardo nem lembranças.
Ser criança é sublime; não ter sido é amargo. Todavia, não é o passado que me fará deixar de admirá-las.

domingo, outubro 02, 2011

O que é Casamento?

Amigo, o que é casamento? Será duas pessoas viverem entre quatro paredes sem sequer se olharem? Só há casamento onde há amor. O enlace matrimonial é apenas um evento para satisfazer a sociedade, mas quem disse que devemos dar satisfação da nossa vida particular à sociedade? Cerimônia nada significa se uma união ocorreu por circunstância que nem de longe entendo. Aquilo que se une a força já esta por si só predestinado a acabar.
As pedras do quebra cabeça podem direitinho se encaixarem. Quantos mistérios infantis! Celular que só atende para marcar encontros e teatro quando se pergunta sobre estado civil. Esse último até é compreensível, quando esta pergunta incomoda, por traz existe camuflado compromisso. E, sobre o ódio estampado quanto à pergunta, é exatamente porque  trazem à tona lembranças que ferem princípios e convicções que gostaria de esquecer. 
Será falsa moralidade ou forte sentimento de culpa ?
Não cabe a mim fazer julgamentos, mas posso dar minha opinião sobre o fato, aliás é só isso que tenho feito neste blog, e, falar sobre casamento é meu tema preferido.Ah! de morte também,  
Alguns dizem Deus me livre! E até se benzem com medo de casar; outros, rezam pra casar como em Casamento para três, eu por mim afirmo é uma forma de entrega, um exercício de abnegação combinada que resulta na perpetuação da espécie de modo agradável, isto é, quando ambos tem maturidade para que se efetue a união  respeitosa e cúmplice.   

sábado, outubro 01, 2011

USAR PESSOAS?

Nunca foi meu hobby. Porque pessoas não são objetos. Certa feita observando o perfil de alguém que me visitou no Orkut, li a seguinte descrição: Sou alguém que  deve aproveitar a vida sem se unir a ninguém, conheça-me e não se arrependerá! Era mais ou menos assim a proposta do jovem. De repente pensei," o que ele está querendo dizer? Que vive a conhecer mulheres sem se deixar envolver por nenhuma como se fossem objetos ou brinquedos? Deveria ser alguém mesmo muito mal resolvido consigo mesmo".Talvez seu problema fosse o medo de amar e se entregar...Quem sabe lá o que se passava naquela cabeça? Entretanto na minha concepção ali se encontrava um grande mistério ligado a sexualidade ou uma educação extremamente machista.
Aquele jovem morou em minhas reflexões por alguns dias. Será que eu o conhecia? Teria sido mais uma tola que entrara em suas proposta?
Terminei deixando minhas indagações para um lado, afinal eu nunca saberia o certo, mas confesso que um dia eu também me senti objeto, e cada vez que lembrava do fato, um espinho forte feria meu peito. Talvez tenha sido isso que tanto me perturbara naquele perfil.
Existe criatura que em seu egoísmo esquece que os humanos tem sensibilidade, que gente não é apenas carne e ossos. Por isso anda por aí a cata de presas que saciem seu instintos selvagens. 

A VULNERABILIDADE DO PROFESSOR ATUAL



Formador de consciências, motivador do progresso humano, devotado, responsável pelo desenvolvimento intelectual, social e político, sempre foi característica atribuída ao professor, entretanto, no contexto atual tais característica entraram em decadência.  Aliás, não foi só a qualidade do orientador de cidadão que faliu , mas o ser humano na sua integridade. 
Principiemos, neste instante uma analise minuciosa da situação a que o intemerato educador esta passando. Primeiro, é uma das categorias mais desvalorizadas, visto que quando resolve reivindicar o direito de viver com dignidade como trata o Artigo 5º da Constituição Federal, ou lhe é oferecido um acréscimo de 4 reais no salário, ou mesmo 20% e parcelado em cinco vezes percebendo a primeira parcela dois meses depois. É como se isso  bastasse para suprir suas necessidades e de sua família; segundo, é considerado no meio escolar como o responsável por todas as mazelas:  desinteresse do aluno pelo estudo,  baixo rendimento escolar e  queda do nível de ensino do Brasil; terceiro, tem se transformado em válvula de escape de  insatisfações e repressões sofridas pelos alunos, corpo administrativo de escolas e até de alguns pais.  Diante disso, o resultado se projeta em  sala de aula, com a fotografia de um educador reprimido, frustrado, humilhado, manipulado, mal pago e agredido por todos. Por fim, como se tudo isso ainda não fosse suficiente para a aniquilação desse profissional ainda surgem outros massacres a que está submetido fora do ambiente escolar, tais como as repressões policiais  no momento em que  insatisfeitos resolvem reivindicar seus direitos. 
Sobre o último fator, vale salientar o histórico de professores espancados em greve, por policiais em quase todos os Estados. Para comprovar a afirmação temos de lembrar o massacre de Minas, de São Paulo, do Rio e,  recentemente do Ceará. Será que alguém pode considerar  a violência sofrida pelos nossos irmãos de profissão,  os cearenses, como Justa? Nada justifica tamanha violência. Então, diante do fato eu lanço uma indagação: Será que entre tantas acusações que já pesa sobre os ombros dos educadores, eles agora estão também sendo acusados por extorsão, tráfico de drogas, homicídio, e corrupção pública (que nem é punida)? Porque da forma que foram tratados os professores do Ceará, nem bandidos! Cujo tratamento é bem melhor, visto que até percebem ajuda de custo nas penitenciárias. Será mesmo mais grave a falta que se comete quando se exige um salário digno do que a de latrocínio ou homicídio?
Infelizmente assistir à situação a que o professor está exposto é deprimente. São tiros em salas de aula, pontapés, socos, carteiras atiradas, pressão psicológica  por parte de gestões, espancamento por policial...  e ele lá, indefeso no meio do tiro de guerra:  olhos roxos, cirurgias para extrair balas, escoriações... Qual terá sido mesmo a falta por ele cometida para receber da sociedade tão cruel devolução? Então é dessa forma que a sociedade demonstra sua gratidão a quem até altas horas da noites pensa e planeja ações que proporcionem aprendizado, educação, desenvolvimento de habilidades e competência para proporcionar liberdade, emancipação, capacidade empreendedora e autonomia aos cidadãos?
Sei, e todos podem confirmar, que até hoje nenhuma sociedade cresceu sem valorizar o sistema educacional, por isso, quando se trata educadores como animais ou marginais, nada mais se pode esperar desta sociedade.
É fato comprovado que o modismo está no ar. Educadores sofrem da sala de aula à rua, e tem sido  desvalorizado por todos. Ainda lembro  um dia em sinal de protestos  quando com muita propriedade uma  jovem professora mencionava que atualmente esperava-se que professor fosse  SALVADOR DA PÁTRIA, hoje, porém eu já acho que muito em breve a profissão se extinguirá, visto que ninguém mais sentirá qualquer atração por ela. Quem observa tais massacres, que já estão se tornando históricos, jamais incentivará um filho ou um parente a ingressar na carreira do magistério. Também quem perderá a oportunidade de trabalhar sem tantos percalços  para continuar lecionando? O ambiente escolar atualmente é bom apenas para construir teorias longe dele. E aí é que vou concordar com a juventude que inicia o trabalho na sala de aula com tanta disposição, mas a primeira oportunidade que aprece parte para um cargo de chefia ou coordenação.
Portanto, não me venha dizer que ser educador atualmente é moleza. É dureza. Isso eu afirmo. E dura mesmo tem de ser a pele desse profissional para não sofrer lesões; também, suas emoções devem ser de aço para suportar culpas e acusações,  pois neste século, para continuar lecionando é preciso não ter corpo perecível, não sentir dor e ser completamente desprovido de emoção, já que a vulnerabilidade a que está exposto no seu cotidiano é incontestável e exige absoluto esquecimento da lei de conservação da espécie, assim como  absoluta frieza.   



Justificativas, Resposta ou Contato?

Para cada problema existe uma saída. A vida e o curso de nossos dias são escolhas exclusivamente nossas. O homem não nasceu para sofrer. Quando Deus lhe concedeu inteligência foi exatamente para que fizesse dela instrumento  de melhoria para sua condição de vida. Por isso, a ele  compete, pois, agravar ou atenuar  nossos    momentos de vida na terra.
Há situação na existência terrena que  apenas a mulher é capaz de entender, já que em sua educação doméstica já se acostumou a fazer renúncia, principalmente abstendo-se  de sexo. Entretanto, mais difícil que uma convivência sem sexo, para a mulher é saber-se substituída, uma vez que isso significa,  como um dizia um autor que já não lembro o nome: para uma esposa é menos penoso perder o esposo para morte que para uma outra, visto que fere seu brio - o que há de mais íntimo no ser humano.
Por outro lado, ainda há também outra reflexão a ser iniciada: será justo privar a si e a esposa de sexo em nome de princípios e convicções que transformarão duas vidas em desertos noturnos? Sabe-se que no mundo atual problemas relacionados a sexualidade são solucionados francamente e clinicamente, porém existe apenas um que a ninguém cabe resolver: é o do amor. involuntário esse sentimento não admite a manipulação laboratorial. Porque em matéria de coração não existe manter ou deixar de manter o amor, pois esse é de ordem Divina, quando acaba é porque nunca existiu. Talvez no passado o que se pensava ser amor não passava apenas de arroubos da paixão.que em seu poema Soneto de Fidelidade expressa tão bem Vinícius de Morais" que seja infinito  enquanto dure" e ainda sobre o mesmo assunto diz Vieira não existe amor tão robusto  que chegue a ser velho por isso que se diz do amor menino.
Logo, amor verdadeiro ou amor falso não existe, o que predomina na verdade é amor ou paixão.
Minhas últimas palavras agora são para ti, amigo mensageiro: meu respeito a tua abnegação, estou deveras sensibilizada com a tua solidão e embora a contragosto, admito que tuas  palavras surtiram o efeito desejado: oferecer uma justificativa para a tua fugaz passagem. Gratifica-me, porém, saber que o sentimento foi recíproco. 
Saibas, portanto, que muitas coisas não precisam ser mencionadas a fim de serem compreendidas, o segredo do silêncio eu já consigo compreender. Embora,  seja romântica, mas com os pés no chão. O coração pode sangrar, todavia a razão deve sempre predominar. Confesso que tens todo um encanto que seduz, porém  o mistério que já não é mistério, afugenta.
Sei que ainda perdura tênues lembranças de deleites fugazes a torturar-me a alma, aliás, os mesmos foram como um rio que passou em uma vida levando consigo uma parte do coração, mas não conseguiu levar tudo.

sábado, maio 21, 2011

O QUE VOCÊ FEZ

Eu gostaria de falar da vida, da natureza, da família do trabalho nesta manhã de sábado, todavia você se faz tão presente em meu pensamento, apesar da distância, que eu resolvi  refletir e expor tudo que sua presença,  e até sua ausência conseguem  fazer em meu cotidiano de pessoa exigente, firme,  decidida e muitas vezes até irredutível.
Mas quem será você que com tamanha força foi capaz de reverter personalidade tão irreversível? Seria uma espécie de semideus, de extraterrestre, de bruxo? Não, não. Uma criatura comum, um ser terreno, mas excepcional, que não sabe discutir, que não conhece  mudança de humor, que controla sentimentos, que aceita as pessoas com seus defeitos e que ainda dá razão a quem não tem, que sorri sempre, que brinca, que ama indistintamente, enfim, que sabe no meio da minha vida séria colocar alegria, descontração e felicidade.
É evidente que me ensinou a viver, a  lamentar-me menos,  a  enxergar a vida com outros olhos. Porque encontrava-me  no meio de um mundo que construíra para que ninguém se aproximasse, que não conseguia mais ver as belezas do mundo, que  vivia solitária mesmo  no meio da multidão, e assim vivia  a espalhar amargura. Na maioria das  vezes até ficava desejosa de partir. Sei que este desejo ainda tende a emergir  embora esparçadamente , entretanto, um sol apareceu, e iluminando minha existência (quase no fim)  ensina-me  que ainda existe muito para ser feito e para ser visto. Mostrando ainda a  esse   EU egoísta que só via os próprios infortúnios tudo que a seu redor jazia esperando a oportunidade de ser valorizado e visto, principiando pois, a   sofrer mudanças.
Esse sol que veste esse horizonte que faz com que o verde das plantas que banha fiquem mais verdes e viçosas, que faz o dia mais bonito, que clareia o dias após a tempestade noturna é prova de que mesmo quando se pensa que tudo está perdido ainda existe uma saída. E que a força que move o universo tem propósitos que desconhecemos e que espera apenas que deixemo-lo  entrar e  iluminar nosso  íntimo.
Então foi isso. VOCÊ chegou de mansinho, foi se aproximando, ganhando espaço e acabou transformando-se na chave que abriria minha forma de vê, agir e pensar. Trouxe luz, alegria,   perdão e amor ao meu coração. Trouxe a cura para chagas nunca antes cicatrizadas, e bálsamo para as angústias existenciais.
Eu gostaria de ter certeza que operei algum milagre também  em você, e, se isso aconteceu que tivesse  definitivamente sido  a cura física, porque se a alma está em paz, a matéria se reconstitue. E reconstituída, poderá fazer da vida um hino de amor, todavia só espero  que este amor não se resuma, pois,  ao PC e às quatro paredes, porém que se estenda  aos  carentes e desfavorecidos de conhecimento e poder. Porém tenho certeza de   que o fim de nossas vidas será trabalhando por eles em agradecimento a Deus por ter feito de você e de mim seus trabalhadores efetivos pela cura de nossas mazelas.
Agradeço a Deus por você existir e a você por me fazer o que sou hoje.   

sábado, março 05, 2011

No Meio

NO MEIO da terra afastarei
As esmeraldas para divisar-te
E tu estarás copiando as espigas
Com tua pluma de água mensageira.

Que mundo! Que profundo perrexil!
Que nave navegando na doçura!
E tu talvez e eu talvez topázio!
Já divisão não haverá nos sinos

Já não haverá senão todo o ar liberto,
As maçãs transportadas pelo vento,
O suculento livro nas ramagens,

E ali onde respiram os cravos
Fundaremos um traje que resista
De um beijo vitorioso a eternidade.
        
  Pablo Neruda 

Áspero Amor

ÁSPERO AMOR, violeta coroada de espinhos,
Cipoal entre tantas paixões eriçado,
lança das dores, corola da cólera,
Por que caminho e  como te dirigiste a minha alma?

Por que precipitaste teu fogo doloroso,
de repente, entre as folhas frias de meu caminho?
Quem te  ensinou  os passos que até mim te levaram?
Que flor, que pedra, que fumaça, mostraram minha morada?

O certo é que tremeu a noite pavorosa,
A aurora encheu todas as taças com seu vinho
E o sol estabeleceu sua presença celeste,

Enquanto o cruel amor sem trégua me cercava,
Até que lacerando-me com espadas e espinhos
Abriu no coração um caminho queimante.
            
Pablo Neruda



domingo, fevereiro 27, 2011

Amor Incerto


         
Nos fugazes momentos que  passamos,
Muitas flores ali pude colher:
Teu sorriso que bebi em pleno dia,
E o amor insaciável acontecer.

Quando exausto o teu corpo repousava
Como  anjo a meu Lado parecia,
E, o teu sono tranqüilo eu velava
Com cuidado, a teu Lado nem dormia!

Mas o  momento mágico terminava,
Com a nossa despedida quase fria,
Eu sabia que cada um representava,

Pois no íntimo tu e  eu dentro sentia
Que o silêncio mudo significava
A incerteza de  reencontro outro dia.






sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Teto Confidente

Queria que você hoje me ouvisse e me respondesse com sinceridade.O que acha que ele pensa de mim?Acho que ele te admira a mesma proporção que te deseja.Não, por favor! Nem me fale sobre isso.Mas você quis saber e eu falei exatamente o que penso!O que o faz pensar assim?Mulher, você quer que eu pense o quê?Uma pessoa que trabalhou o dia inteiro, olhe que o trabalho dele é duro! sai de outra cidade para vir te vê, de moto, sem roupa adequada,  à noite, com um farol baixo!? Por que faria isso? Bem...não sei. Não tenho a convicção de que me admira.Quer mesmo saber o que eu acho? Eu o acho um cara metido a Dom Juan, que só pelo fato de ser bonito todas as mulheres vão cair a seus pés. E comigo não Salomão!!! Você é muito orgulhosa, mulher!! E por isso muitas vezes até cruel!!Eu cruel? Sim. O que você fez com o coitado?Nada, nada demais!!!
Fez sim. Deixou-o voltar para a outra cidade nas condições de que já te falei arriscando a própria vida. Isso é crueldade!Está bom. Mas foi apenas um vez. da próxima eu o hospedo aqui. Também  há de convir que eu não poderia fazer com que ele pensasse mal a meu respeito.Ele não iria pensar. Como não? Uma mulher que deixa um homem que mal conhece dormir sob seu teto?! E se ele fosse parar na minha cama. Não, eu não me perdoaria.E ele sem dúvida iria me achar uma mulher fácil, atirada.Eu sou seu teto, seu confidente, mas não posso deixar de lhe reprovar, sua disfarçada!!Eu bem sabia!Sabia que você estava fingindo.Cuidado, vai acabar perdendo-o, depois não diga que não lhe avisei...Esta conversa ja me cansou.Vamos dormir?   

sábado, janeiro 29, 2011

Melancólica manhã

Triste e doce manhã que quase termina, mal posso te tocar com meus olhos, pois que eles queimam violados por tua luz.

Amedronta-me encarar-te de frente, por ser sempre apedrejada pelos olhos sequiosos da mais despudorada inveja disfarçada em retidão… Sei não… Mas me parecem ressentidos de um não sei o que que lhes reprimem, lhes oprimem, então exprimem ódio por mim, quando na verdade é um espelho o que veem, a ojeriza que lhes causo não passa de um auto-reconhecimento, sou um retrato da parte imunda de tudo e todos…

E nesta melancólica manhã sinto mais forte o pesar por tantas almas inquietas, amargas, horrendas… Pálidas senhoras de vozes estridentes e olhares estranguladores, pobres crianças amaldiçoadas pela super proteção!

Choramingam a atenção que não tem deles, mas que roubam de meus ouvidos já fatigados de tanta luz e tantos sons… Sirenes me roubam a inspiração… Seres vermelhos, fardas atraentes e cabeças vazias cheias de maus pensamentos, disputam a atenção de meus sentidos já inertes que esperam por repouso e esquecimento…

Coisas que não escrevo, coisas que deveriam ser escritas… liberdade de pensar não mais existe! Como dizer a uma ser que pensa milhões que deve falar em apenas um? Um miserável tema, uma estapafúrdia solução, algo que atraia os gostos dos geradores de “monopensadores” hipócritas e medíocres, tal qual eles próprios.

Hoje em dia, parece ser pecado mortal pensar por si mesmo: Eis o fato, eis a prova! eis o trato eis a cova!

Malditos!!! Que sejam condenados à uma eternidade de retidão monocromática!!!

O Invisível palpável

Ele gostava de ser invisível, tinha coisa melhor? Fazer tudo que se tem vontade sem ser notado! O que poderia querer mais? Estava acostumado à vida entediante e confortável de homem invisível…

E ele gritava, e corria… E adorava andar nu, sentir o vento tocar cada parte de seu corpo, sem pedir licença, suavemente… Não costumava sonhar com o que não podia ter e até estava acostumado com o fato de que nunca mudaria, pois sempre existiria o vento, a lhe fazer companhia.

Foi em uma dessas andanças que ele a avistou: tão tímida, andar discreto, sorriso cronometrado. E nesse ponto me furto a explicar-lhes: Tenho a sensação de que toda pessoa tímida, consciente ou inconscientemente, possui um cronômetro natural que garante que o seu sorriso dure não mais que centésimos de segundos e, por isto mesmo, se tornem tão lindos, tão raros, tão únicos! Mas, enfim, é difícil descrever o que lhe ocorreu intimamente naquele momento em que a avistou, pois que foi um daqueles raros instantes em que o mundo para, que não mais existe nada além do motivo de toda a nossa contemplação.

E o nosso homem invisível que nunca sentira falta de nada, que nunca sentiu a necessidade de ser visto, chorou! “Como poderia ele se fazer notado?” Ao que o vento, como sempre sem pedir passagem, lhe redarguiu: “Não me podes ver, no entanto sentes meu toque…” E a esperança tocou-o profundamente…

Não era o que ele queria, por hora, mas sonhar com o instante no qual tocaria os seus cabelos longos e sedosos e sentiria sua pele, consolou-o, pois que não era preciso se fazer presente para contemplar a beleza que nos salta aos olhos! O invisível pode, muitas vezes, se tornar palpável!

sábado, janeiro 22, 2011

Sorriso Meigo, mas Olhar Sombrio



 Como sempre na net, à noite estava eu a teclar.Certa noite vi surgir uma luz tênue no fundo do túnel. Ela fez ressurgir a esperança de um  coração assustado e dilacerado pela ingratidão e falsidade.
Sei que não foi tão fácil aceitar esta aparição. Já o havia deletado no Badoo.Tinha adicionado no MSN, mas como adicionara também alguém que me dirigia algumas palavras cheias de maldade, pensara serem amigos e que armavam complô contra mim: Bloqueei.  Mesmo assim, após certo tempo, resolvi desbloquear para vê o que aconteceria.
Surpresa!! Palavras doces foram pronunciadas e através de um sorriso meigo, que parecia fugir de algo, ou esconder um passado que gostaria de sepultar eu vi derreter o gelo que tornara meu coração insensível.
Seu segredo parece que guarda a sete chaves e não permite que alguém nem de longe vislumbre. Contudo, seu olhar cor de esmeralda lhe trai deixando aparecer uma ligeira sombra de tristeza que eu daria a vida para conseguir apagar. Tem um semblante que deixa vê mais idade do que aquela que realmente tem. Esta criatura misteriosa esforça-se para  aparentar estar sempre bem, e até me deixa feliz  e me faz sentir humana: viva. Eu sei que se agarra  a qualquer coisa que o faça fugir do passado atroz que lhe atormenta. Porém, tem um fato preponderante que não lhe permite esquecer visto que em seus finais de semana diz: presente!
Oh! É tão pouco quando poderia ser tudo!Conquanto este amor é difícil de ser aceito por outra mulher. Principalmente quando se sabe que haverá o filho do orgulho, o ciúme a ofuscar qualquer relação que se interponha entre aquele serzinho ingênuo, mas com uma capacidade de amar tão grande. Sei que das angústias daquele DEUS GREGO estes fins de semana configuram  o que restou de bom para minimizar sua solidão, e, que eu nem de longe ousaria tirar.
Seu passado está ali, sempre tão vivo e se faz ouvir constantemente através do grito estridente da consciência sempre que uma leve falta se fizer lembrada.
Enquanto o observo, reflito sobre o “não separar o que Deus juntou”.Mas por que junta-se tanto sem a permissão Dele? Para complicar vidas?
 Sem que ele percebesse, alguém passava por trás do seu herói de repente e eu a vislumbrei. Tinha o cabelinho preto, ar inocente e feliz ao lado do seu ídolo. Confesso que aquela visão me causou tristeza. Já conheço de perto as conseqüências de separações. Tudo bem enquanto um dos cônjuges não encontra alguém, todavia um inferno, quando isso acontece. E quem fica no meio do tiro de guerra são as crianças, vítimas de uniões inconseqüentes, baseadas em interesses materiais ou paixões que com a mesma força que surge definha.
As vezes pego-me a pensar será que tudo isso acontece por  não existir mais a realização na constituição familiar ou por que não se cultivando a ternura após  o matrimônio o amor fenece?
Tenho buscado repostas para minhas indagações inutilmente. Será que alguém poderia me ajudar a entender as uniões atuais?
Admito que fiquei perdida em devaneios após aquela visão, entretanto confesso que apesar de todas as reflexões sobre a vida do meu ANJO, não posso deixar de confirmar que seu olhar me intriga ao mesmo tempo em que me atrai. Que embora brincando sua palavras me deixam curiosa, querendo saber mais, e muitas vezes achando que estou matando o tempo, percebo que o tempo está a  me conduzir para a as grades que me aprisionarão e me conduzirão a morte  daquilo que sou.
Não tem duração longa esses encontros, todavia o que está em jogo tem história, tem explicação e um mistério a desvendar. Sem esquecer que por trás de tudo pessoas existem e mágoas que ainda estão esperando para serem sanadas. Uma pergunta deve ficar no ar: E eu onde entro nesta  história? Como salvadora da Pátria ou provocadora de novos problemas?
Prefiro a primeira opção.