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sexta-feira, agosto 17, 2012

UMA PALAVRA

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Tem gente que se preocupa com a perda de emprego, outros, com as eleições, enquanto outros estão a se preocuparem com as contas sem pagar, ou mesmo com a perda do namorado(a) ou até com o parente que está doente ou desencarnou. O que eu acho mais que justas tais preocupações, porém alguém se preocupar com a menção de uma palavra? Pior que este fato ficou a martelar na mente. Quanto pensa que  acabou, lá vem a maldita.
Tal palavra poderia até preocupar menos, se não fosse a presença anteposta do advérbio de negação. Esse danado deixa sempre aquele quê de negatividade que chateia, diminui, acabrunha.
Esta intrigante palavra que tem tirado o sossego, o sono e feito refletir muito, caro leitor, é NORMAL,  ela tem apenas seis letras e seis fonemas e duas sílaba, porém conseguiu me intrigar.
Imagine-se ouvindo inesperadamente alguém perguntar:"Provavelmente no seu dia a dia você não é uma pessoa normal. Deve  ser uma pessoa muito agitada..." Certamente você se calaria e pensaria: se ser agitada é ser anormal, eu sou realmente anormal e junto comigo muitas outras pessoas.
Mas a constatação feita piorou a situação. Outras reflexões surgiram, uma do ponto de vista clínico, outra do ponto social. O que é ser normal nos dois pontos de vista?No primeiro, seria sem nenhum problema de saúde. Do segundo seria falar tudo e fazer tudo conforme o esperado? Aceitar tudo sem reclamar, ser bonzinho, previsível.
Diante dessa reflexão olha que me surge a palavra acrescida de mais uma sílaba  e um fonema A-NOR-MAL e a conclusão, embora a contragosto, eu sou mesmo anormal.


quinta-feira, janeiro 05, 2012

O mensageiro

Talvez pudesse mudar o nome para O LOGREIRO, fazendo uso do neologismo,ou melhor da linguagem informal, para que o eufemismo cumpra sua função verdadeira neste texto. Eu poderia ser mais direta, afinal ninguém nunca se preocupou se suas palavras feriam ou não meu amor próprio. Contudo, continuo aquela mesma criatura que prefere sofrer a fazer isso aos outros. Será que isso é ser mais humano ou mais astucioso?Mas para quem leva o nome de mensageiro, nome que se denomina Jesus, suas ações nem de longe igualam-se as Dele, pois  além de disfarçadas nunca tiveram a intenção de ajudar ou curar ou aliviar ou ensinar, pelo contrário, objetivavam usar, magoar, desprezar. Enfim, posicionavam-se longe  da verdade, porque eram carregadas de puro embuste. Que fantástico! O mundo está cheio desse tipo, pena que as vítimas nunca as descubra antes de suas investidas. São seres mascarados, sutis, com cara de anjos mas corações de terríveis gigantes. Há diferença entre eles e aqueles considerados perigosos a sociedade? Sim. Há. O primeiro é disfarçado, age lentamente e vive entre os homens considerados inofensivos; o segundo, vive a margem da sociedade e quase sempre é reconhecido e pode ser evitado. Para ser franca , eu prefiro o segundo, porque dele posso me livrar e sei que não é nenhum mensageiro.   

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Rir é melhor que chorar...

Gragalhava...E aquela reticência me agredia. Ria de mim, tenho certeza. É... acho que devo aprender a lição. Já constatei que mágoa não resolve muita coisa. Apenas sustenta a lembrança de fatos que gostaríamos de enterrar e muito bem. Mas será que vale a pena esconder aquilo que nos machuca e que incomoda?Neste mundo já ensinei a tantas pessoas a arte de esquecer, de perdoar,entretanto, apenas ensinei, porque para ser sincera eu mesma nunca aprendi. Foram mágoas e mais mágoas, foram decepções e mais decepções...e muito mais do que isso, arrependimentos e três vezes mais arrependimentos...Acho que isso faz parte...faz parte daquilo que podemos chamar de indicador de primitivismo: o instinto. Quando se age movido por ele, não resulta em outra coisa...é dor, é tristeza, é revolta, é aaaaarrependimento...Mas de que vale tudo isso? Só sei que em seu silêncio ele apenas ri. Pena que eu não possa vê no futuro o eco de suas gargalhada... E esses ecos virão. E ele certamente lembrará os motivos.Sei que ele continua por aí. Quantas vítimas mais fará? E quantas já terá feito? Inúmeras, pode ter certeza. Como uma cobra caça vagarosamente suas vítimas, traiçoeira e silenciosamente quebra-lhe todos os ossos até satisfazer-lhe os instintos famintos, ele também. Após satisfeito parte e some. Aquela vítima morreu. Busquemos  outra, agora para saciar o apetite voraz. Mas cobra não ri, ela apenas mostra a língua, eis aí a diferença. Todavia, nas outras características ambos são tão semelhantes...Continue rindo, talvez seja melhor que chorar contrariado por ações impensadas.kkkkkkkk... eu bem que deveria ter retribuido como ecos sua insensibilidade, de modo  que em si redundassem, da mesma forma em que senti e até fui capaz de ouvir o k...k...k ao  divisar-lhe o deboche.Contudo, eu fico só com meu lema: rir é melhor que chorar e desabafar melhor que ri.   

quinta-feira, outubro 27, 2011

Presidente ou Presidenta?

Há comentários que aborrecem muito; outros, que entediam.Assim, entre os que mais me entediam estão aqueles relacionados a questão GÊNERO neste país.
Para exemplificar, comecemos analisando as discordância que ainda pairam sobre a flexão de gênero relativa à palavra presidenta.  Afinal já se aproxima o aniversário de posse de Vilma Rousseff, no entanto,  ainda vez por outra alguém inicia uma discussão comigo sobre o problema: Presidente ou presidenta? O pior de tudo é que você explica até perder a paciência. Não adianta! Apresentar a lei 2.749 (do Senador Mozart Lago) que determina a forma feminina para  nomes de cargos público? Também sem  sucesso! Porque o problema não é morfológico, é ideológico.
Como é muito difícil neste país  alguém assumir uma posição sincera! Tem gente que para desculpar sua posição ideológico, fica neutra. Aí  eu me reporto a Paulo Freire quando dizia que neutralidade não existe, que quando alguém se diz neutro, encontra-se do lado do mais forte. E, nesse caso quem é e sempre foi o mais forte? O masculino, é óbvio! Ele sempre teve o poder nas mão. Também ainda falando sobre poder, lembro o relato de Gilberto Freire sobre a vida da mulher brasileira no passado, quando citava que as  residências eram rodeadas de árvores para que de longe a mulher pudesse ver sem ser vista. Se por acaso aparecesse   visita masculina para o jantar ela não apareceria na sala. Então,  não é de hoje o problema. A dominação sobre a mulher é incontestavelmente histórica. Eis, pois, o motivo para tamanho alarido.
Portanto, quando vi alguém citar a conotação que se dá à palavra presidenta através da ênfase na pronúncia, contestei. Se essa ênfase semanticamente quer dizer durona, inflexível eu pergunto: Por que mulher não pode ser durona? Por que tem de ser derretida? "Manteiga" "queijo" são ambos derivados de leite e saborosíssimos! Independentes de serem moles ou duros. Dureza não simboliza firmeza de decisões? Então? A presidenta já o foi a partir do momento que decidiu participar do pleito até então só ocupado no Brasil por homens. E, se tivéssemos milhares de mulheres com tal determinação talvez houvesse mais humanização e menos corrupção neste país. 
Diante do exposto eu gostaria de lançar uma reflexão: Por que não se debate a condição masculina em relação a aparentar decidido ou vacilante? Já a mulher sempre gera debate em todos os sentidos...Aceitar o sexo masculino em cargos ou funções jamais gerou qualquer discórdia, já em relação ao feminino até a desinência de gênero torna-se polêmica.
Queria ver mesmo se o mesmo fato se aplicasse a um homem. Primeiro jamais aconteceria...segundo, se acontecesse seria aceito imediatamente e até divulgado como pioneiro. 
Só que em toda essa polêmica o que me causa mais repulsa é o fato de que até aquelas mulheres que se dizem "mais femininas", por trás de seus discursos aparentemente neutros, existe uma mulher machista que não permite sequer que seus filhos executem tarefas domésticas,,,
Então amiguinhas, continuem primando pelos seus homens "machões"! Porque eu, vou defender tudo que há de feminino, pois já basta o achatamento a que todas fomos e somos subjugadas. Defenderei, pois, a diferença da mulher que luta, que educa para minimizar as diferenças, que se desdobra para sobreviver e que na sua exaustão, ainda sobra tempo para defender o seu espaço que já poderia ter deixado de ser limitado pelo menos na flexão de gênero.

domingo, outubro 02, 2011

O que é Casamento?

Amigo, o que é casamento? Será duas pessoas viverem entre quatro paredes sem sequer se olharem? Só há casamento onde há amor. O enlace matrimonial é apenas um evento para satisfazer a sociedade, mas quem disse que devemos dar satisfação da nossa vida particular à sociedade? Cerimônia nada significa se uma união ocorreu por circunstância que nem de longe entendo. Aquilo que se une a força já esta por si só predestinado a acabar.
As pedras do quebra cabeça podem direitinho se encaixarem. Quantos mistérios infantis! Celular que só atende para marcar encontros e teatro quando se pergunta sobre estado civil. Esse último até é compreensível, quando esta pergunta incomoda, por traz existe camuflado compromisso. E, sobre o ódio estampado quanto à pergunta, é exatamente porque  trazem à tona lembranças que ferem princípios e convicções que gostaria de esquecer. 
Será falsa moralidade ou forte sentimento de culpa ?
Não cabe a mim fazer julgamentos, mas posso dar minha opinião sobre o fato, aliás é só isso que tenho feito neste blog, e, falar sobre casamento é meu tema preferido.Ah! de morte também,  
Alguns dizem Deus me livre! E até se benzem com medo de casar; outros, rezam pra casar como em Casamento para três, eu por mim afirmo é uma forma de entrega, um exercício de abnegação combinada que resulta na perpetuação da espécie de modo agradável, isto é, quando ambos tem maturidade para que se efetue a união  respeitosa e cúmplice.   

sábado, março 05, 2011

No Meio

NO MEIO da terra afastarei
As esmeraldas para divisar-te
E tu estarás copiando as espigas
Com tua pluma de água mensageira.

Que mundo! Que profundo perrexil!
Que nave navegando na doçura!
E tu talvez e eu talvez topázio!
Já divisão não haverá nos sinos

Já não haverá senão todo o ar liberto,
As maçãs transportadas pelo vento,
O suculento livro nas ramagens,

E ali onde respiram os cravos
Fundaremos um traje que resista
De um beijo vitorioso a eternidade.
        
  Pablo Neruda 

segunda-feira, outubro 25, 2010

Sentir e Amar Andam Juntos

Não há quem não sinta a aproximação de um amor. Os sinais podem ser diferentes, mas eles existem e acenam se devemos correr ou ficar.
Para provar a veracidade desse fato, vamos refletir sobre uma intuição que sentimos se vamos sofrer logo na hora que fitamos o olhar da pessoa amada.
Também não podemos renegar o pulsar do coração, as mãos frias ou trêmulas, a respiração ofegante, o choque ao fitar o olhar do outro, ou o frio na espinha, que  são inegavelmente indícios de que  está a caminho um enlouquecido amor ou quem sabe, o início de uma prova a dois.
É certo que não é à toa que isso acontece, visto que aparece como um sinal irrefutável de que aí se encontra  uma mensagem enviada pela alma, revelando que aquela pessoa pode representar um grande  amor, uma alma gêmea ou mesmo uma algema que poderá fazê-lo sofrer muito ou trazer-lhe muita felicidade.
Também não pense o leitor que tais indícios acontecem apenas com a aproximação dos dois, porém, podem surgir até no caso de relacionamentos iniciados através de sites. Ouvi certa feita alguém falar sobre sinais semelhante sentidos sem sequer conhecer pessoalmente o outro, o envolvido, e até mesmo de sentir ciúmes atrozes a  sufocar-lhe a alma.
Esta abordagem poderá lhe servir como ponto de reflexão, a fim de que olhando para trás possa por a prova o  início de seu relacionamento. Sentiu alguma coisa diferente a aproximação do pretendente? Se sentiu, bom sinal. Provavelmente aí existe o princípio de um novo amor a caminho.
 Contudo, para aqueles que veem no amor um grilhão, muita cautela, porque coração é diferente de razão. E, certamente ele irá abalar suas bases defensivas. Atente, pois, ao alerta. pois na verdade você não lembras onde está a causa, todavia  está deparando-se com um indicativo: a mensagem enviada pela alma ao corpo.  Fique certo de que os sinais sentidos no corpo são  reflexos da última carga fluídica recebida pelo espírito reencarnante que funciona como  código impresso involuntário que é guardado e que muitas vezes aparece como indício de como será o caminhar.
 Em suma, isso é o que nos faz receber esse choque inicial que sequer sabemos o que significa em relação ao futuro emocional, entretanto, pressentimos o que nos ocorrerá e por isso tememos. 

quinta-feira, outubro 21, 2010

Os Inseguros

Distantes, tristes, vagamente caminham teus olhos para um local indefinido, talvez mesmo inexistente. Teus ombros são indiferentes a estética, mas teu cérebro vive em busca de vantagem ou de comprar o prazer de fazer-se querido. Aliás, tudo para ti é produto e está a venda... Eis a resposta para toda insegurança que demonstras. Sentimento, respeito, emoção, não estão a venda. Compra-se carro, mansão, lazer, prazer, beleza, mas o que existe de mais íntimo não pode ser vendido: O amor, a compreensão, a abnegação, a afeição e o perdão. Estes não são comercializados, oferecem-se gratuitamente.
Não é compreensível a meu limitado entendimento alguém com tamanha vacilação em relação à capacidade de se fazer amado. Uma tolice infundada. Alguém tem que lhe dizer a todo o momento que o ama? Mesmo assim a declaração não é capaz de convencer e ainda com um olhar vacilante que nunca fita ninguém, deixa escapar um vestígio de desdém.
Essa característica não é apenas de uma pessoa. É de um casal que a possuem em comum. Enquanto ele desacredita dos sentimentos dela, a mesma por sua vez consegue aplacar os inquietos desejos e angústia de não ter seus sentimentos correspondidos embarcando no táxi do ciúme, que em sua curta viagem, dá mais prejuízo do que vantagem. É incompreensível o que os liga! Tenho pesquisado e nenhumas dessas investigações me convencem. Cheguei mais perto de aceitar lendo Rubem Alves em suas cônicas feitas a base de outras leituras ao mencionar que se ama a imagem refletida na outra pessoa, ao que confirma também  Alberoni, quando diz que não se ama o outro, mas o seu segundo lado. Feminino se for masculino e vice-versa. Não sei como alguém pode ser tão inseguro e ao mesmo tempo sentir uma espécie de calma e uma irresistível atração só em vislumbrar o outro. Nada justifica  esta ligação a não ser a paixão por si mesmos que os faz tão contrários em relação ao amor e ao mesmo tempo tão semelhantes em se tratando da necessidade íntima de considerarem-se amados.
Ainda nesta posição de divagar sobre aquelas duas criaturas me pergunto: O que terá acontecido com aqueles dois?O que será que ambos procuram?Por qeu sentem tanta ânsia de serem amados e aceitos? Foi falta ou excesso de amor? Se for excesso após terem crescido ninguém conseguiu doar o mesmo nível de amor recebido? E se foi falta, será que tal necessidade se transformou num buraco sem fundo que nunca enche?
Seja o que for, uma idéia nos faz tentar compreender: a de que se deve dosar o amor na infância, a fim de que não se possa sofrer o peso da insatisfação matrimonial eterna e, portanto os cônjuges possam se autoafirmar na idade adulta, evitando que os opostos se procurem para um sobre o outro derramarem a gama de insatisfações e somarem as inseguranças.



terça-feira, outubro 12, 2010

Namoro Virtual

É um relacionamento técnico, automático, imprevisível, falso e fugaz que embora enleve pela sua subjetividade, não traz realização completa para a alma.
Quando falo técnico, estou me referindo a maneira como se dá esse namoro. Na realidade ele tem base na análise cautelosa de detalhes que se vão apresentando durante o bate-papo e a partir do estudo de atitudes e reações muitas vezes demonstradas involuntariamente, vai se descobrindo o outro. Não posso dizer que nele  esteja presente o romantismo e o envolvimento que existe no cara a cara, no toque, na combinação e na soma de energia que tem o poder de atrair a alma a fim. Ele possui outro aspecto, é o de transação comercial efetuada por um procurador. O que importa é a realização do negócio, não importa as conseqüências.
Não é só isso, ele também é automático. Inicia-se a conversa e em pouco tempo já  é “ meu amor”, envia sua imagem”, “ouça minha voz”, “mostre-me suas pernas”,” como são seus seios?” fiquei excitado” “tire a roupa!” e... muitas vezes sem nem um bye, bye desaparece, sai off. Não existe um tempo que paulatinamente faça com que tudo aconteça, como quando o contato se dá concretamente. Tudo acontece na velocidade da luz. Tanto a aproximação e conquista, como o seu fim. Ambos equiparam-se a foto digital, cuja conclusão é rápida: boa ou ruim.
        Pode ainda ser definido como imprevisível. Nunca alguém pode atestar seu grau de previsibilidade. Ninguém é capaz de determinar se iniciou ou terminou. Muitas vezes é alimentado pela chantagem. E por que a chantagem? A resposta está em: quem usa a internet para namorar geralmente é uma criatura solitária que se considera desprovida de encanto para a sedução ou prepotente o suficiente a ponto de afastar as conquistas. Então resolve apostar tudo, testar seus encantos, se é que ainda tem ou os possui. A outra pessoa ao perceber a necessidade de companhia que o outro demonstra, inicia a dizer, você é ou não minha  garota ou meu garoto? Esquecem até que muitas vezes nem tem idade para serem chamados de garotos! Todavia o jogo continua e dá-se a entrega pelo medo da solidão. Pronto acabou o encanto. O desconhecido não mais existe. O interesse que havia antes se desfaz. Então, vamos partir para outro que terá as mesmas características inesperadas.
São muitos os inconvenientes neste "suposto namoro", mas ninguém tolera falsidade. No relacionamento em destaque, diz-se tudo que quer. Que ama. Que se apaixonou. Que teve o coração flechado. Tudo se torna bem mais fácil para mentir quando não se tem a presença do outro. E o pior de tudo, é que aquelas mesmas palavras estão sendo escritas ou pronunciadas para outras tantas pessoas ao mesmo tempo! Este namoro, sem sombra de dúvida, é um exercício de hipocrisia. Assim, a valorização do outro e seus predicados vão se coisificando e ao mesmo tempo vivendo-se de momentos inexatos.
Faz-se necessário ainda insistir na fugacidade desses relacionamentos. Pois aquilo que se pauta em sonho, já está predeterminado a desfazer-se. A princípio, possui o encanto da borboleta no casulo: linda! Para em seguida, tomar por forma a lembrança que ela conserva sobre o casulo: nenhuma!
Será que existe justificativa para tais relacionamentos? Nos meus parcos conhecimentos, encontrei resposta também para eles analisando a faixa etária do público que os procuram. Geralmente são pessoas que já extrapolaram a idade das ilusões. Os desquitados, divorciados, viúvos encalhados ou vítimas de frustrações horripilantes. Cujos seres, temendo envolver-se com alguém e voltar a sofrer e/ou ao  mesmo tempo perder a liberdade, encontram no namoro virtual refúgio para suas emoções. Vale destacar que tais  refúgios são sem nenhuma dúvida, recheados de cobiça e sonho.
Diante do exposto, pergunto-me: O que se passa com este pessoal solitário e livre? O que buscam realmente? Eu, secretamente acho que é saciar o espírito de aventura não vivido na adolescência ( porque a vida tem suas fases e qualquer uma delas que tenha sido transposta, sem o usufruto deixa seqüelas)   ou mascarar passados sombrios de desamor e incompreensão.
Confesso que não sou contra o namoro virtual, afinal, sê-lo é tirar o doce da boca da criança. Contudo, prefiro o relacionamento de verdade:  o olho no olho, o desejo ao fitar os lábios da criatura desejada, o beijo ardente, a mão a buscar aquilo que não perdi e o abraço quente e gostoso de sentir no meu o corpo do  amado.


quarta-feira, outubro 06, 2010

Os Testes da Vida

Na vida existem três testes, nos quais nunca tiramos 10: O teste da convivência familiar,   o da matrimonial e o da  trabalhista.Se nunca somos aprovados , é porque   exigem fortes doses de   paciência, abnegação e acima de tudo, amor.
Entre todos os testes, os familiares são os que mais nos atingem, visto que estão diretamente ligados aos entes nos quais depositamos maior confiança. Porém, permita-me o leitor um aparte, aprendi em muitos anos de existência que neste campo é que se inicia as mais fortes batalhas e por isso temos de treinar a contenção a fim de que não possamos cometer enganos ou atos que possamos nos arrepender por toda a vida como: agressões verbais ou físicas ou entrigas em decorrência de críticas ou ironias feitas de modo  intencionaldentro de casa, mas devemos lembrar que é somente a famíla quem está sempre conosco nos momentos difíceis.
 Quando falamos em dificuldades vale consultar as origens, as quais se encontra-se quase sempre  na disputa infundada do afeto, atenção e amor que os pais tem por seus filhos. Afinal desconheço competição maior que a travada entre irmãos por puro ciúme dos pais. Fato que bem poderia ser extinto se ao invés de deixar crescer sem poda o egocentrismo, deixasse desabrochar ou ensinasse o bom senso e o sentimento de coletividade e o amor aos filhos.Certamente todos sentir-se-iam amados e tais problemas seriam sanados.
Analisemos agora os matrimoniais. Este, porém, vou chamar de aniquilador: o matrimônio, o acasalamento, o teste do relacionamento com o sexo oposto como são chamados, exige uma forte dose de amor a si mesmo, caso contrário estaremos condenados a derrota ou a desistência da vida em favor dos outros, fato que em nenhum momento faz com que sejamos amados. tolo mesmo é quem pressupõe que ameaça de suicídio leva ao amor ou a volta quando termina-se um relacionamento.
Nada irrita mais ao ser amado do que alguém ameaçar suicídio por sua causa, e sempre que há uma tentativa, ao invés de voltar, o causador afasta-se mais. Afinal ninguém é dono de ninguém.
 Muitas pessoas já sofreram pressão para serem amados, ou para conseguirem segurar alguém junto a si, porém eu me pergunto,: Vale a pena o corpo junto e a  cabeça por longas distâncias?  Sem esquecer que a pressão que se faz para ser amado possui  poder de libertação tão intenso que chega a fazer com  que aquele que se está sentindo pressionado nos esqueça. Ninguém ama ninguém pela pressão, porque o amor é um sentimento espontâneo, brota onde quer e parte quando deseja.
Ainda quanto ao relacionamento a dois,percebe-se que nele há uma força,  uma espécie de sucção capaz de retirar do seio doméstico a criatura para o domínio e a subjugação sentimental.Tão forte é esse laço, que ambos ou um dos dois principia a conceber-se inferior ao outro. E, nessa atitude de exposição intima,  muitas vezes originam-se sentimentos de insuficiência, de inferioridade, de amor próprio ferido, principalmente se não se sente plenamente correspondido ou quando se vê trocado por alguém que nem sequer  possui qualidades superiores as suas. Este teste também dá reprovação e confirmando vamos analisar a quantidade de relacionamentos atualmente que tem se desfeito e tudo porque a convivência está cada vez mais difícil e o fator compreensão quase extinto, porque casamento requer muita abnegação para resistir. 
Reflitamos agora sobre o último teste, o profissional. Não conheço outro que exija mais diplomacia, porque as dificuldades surgem quase sempre em decorrencia dos miasmas de defeitos acumulados na infância, os quais, resultando em  frustrações, traumas e inseguranças crônicas  adquiridas ao longo da jornada  que se vão configurar  em  baixa estima, complexos de inferioridade e egoísmo. Tais fatores quando aparecem no ambiente de trabalho são terríveis! Transformam-se em ações avassaladoras contra colegas, levando-se a  esqueçcer a ética e procurando muitas vezes prejudicar de todas as formas o semelhante.
São estas, criaturas que em suas cabeças doentes de inveja consideram outras superiores a si próprio. Tal obsessão o impede até de sentir  prazer com os sucessos. Visto que seu olhar jamais se volta para saborear suas vitórias tão obsecado encontra-se em viver a vida dos seus supostos inimigos.  Destes, devemos mesmo é ter piedade, porque é miserável mental e emocional. Sofre para arquitetar planos prejudiciais ao próximo e sofre por não enxergar seu potencia.
 essa espécie humana, se é que se pode chamar de humano, que muitas vezes procura superar os outros tentando prejudicar àqueles que ele próprio elegeu como superior que quando ocupa posição de destaque em qualquer atividade no ambiente de trabalho, nem percebe. Vive a vigiar a fama alheia e amargurar-se por julgar-se imcompetente.  Este  é um teste constrangedor e lamentável. Nele passa pelos terrores do "inferno" o inocente perseguido  e definha  o perseguidor através  das amarguras emocionais provocadas pela dor da inveja.
Enfim, depois de levantados todos os agravantes sobre os testes da vida ainda é possível apontar soluções que resolvam todos os percalços: reconhecer que os supracitados existem e que podem está dentro de nós mesmos e avaliá-los como doença emocional que deve ser combatida desde tenra idade, porque na verdade tais agravantes  são filho do egocentrismo não combatido na infância.
Contudo,  se não conseguirmos efetuar as mudanças necessárias e formos reprovados em algum desses testes é necessário que participemos de um processo de reaprendizagem que nos mostre através do' quem sou, como estou, onde estou' a fim de que se  reconheça, pois certamente  tudo que nos reprova na vida será superado. Afinal nos testes da matemática da vida é mais fácil tirar zero do que dez, quando não se aprende a conviver, a abrir mão,a aceitar as limitações alheias, visto que tudo isso significa exercícios de amor, tão necessários, mas pouco usados na atualidade.