sábado, dezembro 08, 2012

O Idoso

É aquele desaventurado que chegou aos noventa anos sem que a morte o levasse.  
Como eu gostaria de não ser tragada pela morte!   E você já refletiu sobre isso?
Estou iniciando com perguntas.Você gostaria de viver até quantos anos? A ideia da velhice o assusta? Como você vê o idoso? Como gostaria de ser tratado nessa idade?
Criou-se na nossa sociedade uma ideologia  de que o idoso deve terminar seus dias num albergue, casa de repouso ou abrigo.
Perguntemos novamente: QUEM É NOSSO IDOSO?
É alguém que já produziu,  procriou, e sacrificou-se para manter uma família, passou noites em vigília enquanto o filho dormia ou estava doente.Também aquele que contribuiu com mão de obra para o progresso da sociedade.
Será ele um trapo velho, que pelo fato  se encontrar desgastado, joga-se fora? Com a idade terá se transformado em mero objeto?Não será ele diferente de uma coisa?
 O humano atual está relegado à condição de coisa, está coisificado. Tornou-se descartável igual os objetos que criou. Será que existe diferença entre o criador e seu invento? E estes valores a que o reduziram não lhe anula enquanto ser inteligente?
Creio eu que se é inteligente a ponto de promover o desenvolvimento científico(tão adiantado atualmente), deveria inventar algo para proteger a si mesmo. Mas como proteger a si próprio?
Estamos imitando demais  culturas do desamor,  da violência, da desumanidade adotadas em países onde o capitalismo selvagem é o ícone a ser seguido. Onde o TER vale mais que o SER e isso percebe-se em filmes, novelas, seriados e programas diversos a que está exposta nossa população (que os tem como único lazer) . Cuidemos, pois, para que tais ideologias não desvirtuem nossa família, nossa sociedade.

Costumam chamar de primitivos nossos índio, numa atitude bastante injusta, e de civilizados outras sociedades, a que eu pergunto: Ser civilizado é desprezar a si próprio, e ao ambiente em que se vive em nome dos bens materiais?

Os índios não abandonam seus idosos em locais que aparentemente parecem dizer- Estou aqui apenas esperando minha hora ...
Até que ponto estamos fazendo o que gostaríamos que nos fizessem?
Pesa-me o coração quando visito um abrigo para idosos próximo a minha residência e que lá alguns daqueles internos perguntam? " você conhece....é da minha família. Caso veja, diga-lha que enviei lembranças".
Alguém (funcionário do albergue) diz: "estão aí porque não sabem mais o que fazem". Houve um tempo que também não sabíamos o que fazíamos e nem por isso fomos abandonados.
Vivemos numa sociedade decadente em afeto, em respeito, em moral em ética em que a matéria ganha de tudo. Dinheiro vence  tudo. Por ele abandona-se os genitores, mata-se o semelhante, corrompe-se acha-se normal o obsceno, em suma , desrespeita-se todo e qualquer ser.
Logo, reflitamos sobre nossas atitudes,sobre a vida, amando mais nossos idosos, servindo de exemplo para nossos jovens, garantindo a nós a colheita de nosso plantio.
Desenho de Modesta Trindade Theodoro


segunda-feira, novembro 19, 2012

Observação

Sento-me e meu entretenimento é a observação da vida.
Ela gira as vezes no sentido horário;                        
Outras no anti -horário,
O primeiro quando tudo está bem;
O segundo quando tudo parece lutar contra nós.
As indagações são muitas,
Mas nada me distrai sobre sua passagem.
E ela chora,
E ela ri,
E ela tritura-nos
Mas ela passa
E nada leva,
Da matéria só lembranças...

quinta-feira, novembro 15, 2012

A PISADA É ESSA


A PISADA É ESSA

Ô sofrimento da gota,
Pra chegar num resultado!
O tempo passa voando,
O professor sufocado,
Por isso que digo assim:
Eita, meu Deus, como é ruim,
Trabalhar no feriado!

Egito Siqueira

domingo, novembro 04, 2012

sábado, outubro 20, 2012

Locus amoenos


Nossa vida não pode ser desperdiçada pela superficialidade, porque estamos vivendo a idade da certeza que reprime utopias e alienações.
Carpe Diem é  nosso lema, viver é nossa meta.
E, quando partirmos, que a nossa lembrança seja:
Amaram a vida
o mundo
os animais;
Foram incompreendidos sem jamais deixar de compreender;
A idade não lhes foi pesada,
Ela foi a bênção do reencontro e da união.

quarta-feira, agosto 29, 2012

Umbral segundo o filme Nosso Lar

Tantos pensam sobre o umbral, porém nem de longe creem ou tem ideia do sofrimento que se passa conforme a vida que levou na terra. André Luiz, no seu livro Nosso Lar, faz um esboço do que acontece exatamente e pode ser percebido nas cenas do  filme baseado na obra citada.. Assista e pense bem nos atos que pratica.

terça-feira, agosto 28, 2012

Origem da crise GLOBAL


Estou compartilhando este vídeo e aconselho que seja assistido até o final.
Sabe-se que o conhecimento sempre nos chega distorcido, mas quem sentiu e sente na pele, 
 as consequências da crise econômica Global  fala-nos com propriedade sobre o
 tema que  nós nunca temos acesso com precisão. 

quarta-feira, agosto 22, 2012

Sonho Intrigante

Dormia confortavelmente, quando apareceu um anjo esplêndido, luminoso que se dizia vindo da colônia da política e me abordou assim: 
-Acorda, menina! Anda, vai trabalhar! Um novo amanhã se aproxima e exige ação tua dos teus e do grupo.
Assustada interpelei:
- Como? Estás enganado. Esta tirania não acaba nunca!
-Cadê tua confiança na providência? Já esqueceste de que há uma reunião toda vez que se aproxima um pleito e de que vence sempre aquele que a espiritualidade elege como o que fará menos mal ao povo?
-Desculpe, eu já li isso.
Naquele momento acordei perplexa, embora tivesse vontade de ter conversado mais. Mas aquele sonho me levou a várias reflexões: Primeira já passamos por tantas decepções em relação a política... mas se vence sempre o melhor, como seriam aqueles que não se elegeram? A segunda reflexão foi: tinha esquecido que estamos passando por um momento de transição no planeta ( para um mundo melhor) o povo sofrido certamente terá sua vez já que os coronelistas, opressores, e escravocratas sempre tiveram seus momentos de glória.
Portanto temos de confiar porque como disse o anjo em breve esta paz se instalará, mas não sem antes  haver uma busca e uma tomada de consciência a fim de que se faça valer as palavras de Jesus:"Faz a tua parte que eu te ajudarei"

sábado, agosto 18, 2012

Relógio do Coração


 Mário Quintana
Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.
Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário nos      mostrar que ficaram por anos em nossas agendas.
Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.
Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na Terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.
E há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados da folhinha.
Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembrança de horas.
Há eventos que marcaram, e que duram para sempre: o nascimento do filho, a morte da avó, a viagem inesquecível, o êxtase do sonho realizado.
Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra “eternidade”.
Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.
Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz estava eu na ocasião.
O relógio do coração hoje descubro, bate noutra frequência daquele que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.
É olhar as rugas e não perceber a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças do que viveu.
Pense nisso. E consulte sempre o relógio do coração: ele lhe mostrará o verdadeiro tempo do mundo.

sexta-feira, agosto 17, 2012

UMA PALAVRA

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Tem gente que se preocupa com a perda de emprego, outros, com as eleições, enquanto outros estão a se preocuparem com as contas sem pagar, ou mesmo com a perda do namorado(a) ou até com o parente que está doente ou desencarnou. O que eu acho mais que justas tais preocupações, porém alguém se preocupar com a menção de uma palavra? Pior que este fato ficou a martelar na mente. Quanto pensa que  acabou, lá vem a maldita.
Tal palavra poderia até preocupar menos, se não fosse a presença anteposta do advérbio de negação. Esse danado deixa sempre aquele quê de negatividade que chateia, diminui, acabrunha.
Esta intrigante palavra que tem tirado o sossego, o sono e feito refletir muito, caro leitor, é NORMAL,  ela tem apenas seis letras e seis fonemas e duas sílaba, porém conseguiu me intrigar.
Imagine-se ouvindo inesperadamente alguém perguntar:"Provavelmente no seu dia a dia você não é uma pessoa normal. Deve  ser uma pessoa muito agitada..." Certamente você se calaria e pensaria: se ser agitada é ser anormal, eu sou realmente anormal e junto comigo muitas outras pessoas.
Mas a constatação feita piorou a situação. Outras reflexões surgiram, uma do ponto de vista clínico, outra do ponto social. O que é ser normal nos dois pontos de vista?No primeiro, seria sem nenhum problema de saúde. Do segundo seria falar tudo e fazer tudo conforme o esperado? Aceitar tudo sem reclamar, ser bonzinho, previsível.
Diante dessa reflexão olha que me surge a palavra acrescida de mais uma sílaba  e um fonema A-NOR-MAL e a conclusão, embora a contragosto, eu sou mesmo anormal.


quinta-feira, agosto 16, 2012

Sentir e Amar Andam Juntos

Não há quem não sinta a aproximação de um amor. Os sinais podem ser diferentes, mas eles existem e acenam se devemos correr ou ficar.
Para provar a veracidade desse fato vamos refletir sobre uma intuição que se sente quando se vai sofrer logo na hora que se mira o olhar da pessoa amada.
Também não podemos renegar o pulsar do coração, as mãos frias ou trêmulas, a respiração ofegante, o choque ao fitar o olhar do outro, o frio na espinha, são inegavelmente indícios de que  está a caminho um enlouquecido amor.
É certo que não é à toa que isso acontece, visto que é uma prova irrefutável de que aí está   uma mensagem enviada pela alma, revelando que aquela pessoa pode representar um grande  amor, uma alma gêmea ou mesmo uma algema que poderá fazê-lo sofrer muito.
Também não pense o leitor que tais indícios acontecem apenas com aproximação dos dois, porém, podem surgir até no caso de relacionamentos iniciados através de sites. Ouvi certa feita alguém falar sobre sinais semelhante sentidos sem sequer conhecer pessoalmente o outro envolvido.
Este tema poderá lhe servir como prova para você que neste instante pensa sobre o início de seu relacionamento. Sentiu alguma coisa diferente a aproximação do pretendente? Sentiu? Bom sinal. Provavelmente aí existe o princípio de um novo amor na sua vida. E, que certamente irá abalar suas bases defensivas. Atente, pois, ao alerta, porque na verdade é a mensagem enviada pela alma ao corpo. O corpo é apenas o transmissor do código impresso involuntário que ela guarda como indício do que irás passar ou deveis passar.

Soneto do amigo
Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo
 
Eis que ressurge noutro o velho amigo
 
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
 
Com olhos que contêm o olhar antigo
 
Sempre comigo um pouco atribulado
 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
 
Sabendo se mover e comover
 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

domingo, agosto 05, 2012

O Sentido da Vida

Em cada contexto, há uma palavra que se torna famosa, principalmente no ensino de Português.A palavra destaque atualmente é SENTIDO. Estuda-se o sentido do verbo, do adjetivo, do advérbio, do sujeito, da inversão da frase, entre outros. Entretanto, estuda-se pouco o sentido da vida. Cujo sentido constitui a base de todos os outros sentidos, pois sem vida, nenhum deles terá sentido.
É incontestável que para compreender-lhe o sentido, muitos outros tem que ser considerados. Nomes. Substantivos como : amor, fé e saúde. Uma vez que são os sustentáculos que dão-lhe rumo.
Sobre o amor, sabe-se que aponta para o como sentir e proceder para que se tenha saúde, já a fé, esta é indispensável para que nos mantenhamos firmes diante das adversidades que tendem a nos testar. Logo, quando não passamos nos testes, desequilibramo-nos e adoecemos. Portanto, se tivermos amor a nós mesmos e aos que nos são próximos, nenhum abalo nos afetará.
Sabe-se que agir dessa forma, ZEN, é bem raro, porque não se trata apenas do sentido semântico, mas do sentido direção. Aquele que nos aponta para onde todos  iremos um dia e para o qual devemos ter bem presente na consciência o que nos cabe fazer, afinal não é nada fácil percebê-lo sem fugir, visto que a vida é tão cheia de armadilhas, de tropeços, de curvas, que muitas vezes é preferível fugir, a enfrentá-los.  Por outro lado, também não devemos nos desesperar visto que  ainda existe uma saída, nada está perdido, pois no meio de tudo ainda existe a sábia inteligência que nos oportuniza seguir pelos desvios e assim decidir pela melhor escolha: aquela que tornará o caminho menos agreste.
É certo que se sofremos adoecemos, mas a doença foi a consequência, a nos apontar que nosso amor não foi suficiente para entender  nossas próprias limitações, nem as daqueles que nos cercam, ou talvez  porque não conseguimos aceitar a liberdade de escolha dos outros, bem como sua limitações para entender o sentido do existir.
É tudo tão bem encadeado! Mas quando se trata do sentido da vida,  está faltando sempre algo: DESAPEGO porque as idas e as vindas exigem tal comportamento. E sabe por quê? Porque não se deve buscar esse sentido naquilo que temos,  naqueles que nos rodeias, nos amores que não tivemos tempo de viver, nos objetos que desejávamos comprar, como é costume nosso. Pois está mais do que óbvio que elegemos o sentido de viver a um máximo que jamais nos  satisfará  devido os nossos desejos serem ilimitados. Se determinamos uma prioridade hoje, amanhã aquela nada mais significará e nesse circulo vicioso buscaremos sem jamais atingir o sentido que nem nós mesmos seremos capazes de designar.
Assim, o melhor será nunca ancorar o sentido da vida em bens perecíveis ou pessoas porque ele só reside mesmo nos substantivos, que nem de longe conseguimos tocar: Amor e fé, logo, se tivermos  ambos, saúde não nos faltará. Bom mesmo é esquecermos aqueles de Português. Se este do qual falamos é difícil de compreender, piores são aqueles já que cada leitor poderá dar-lhe um sentido particular, sem contudo haver coincidência ou   absoluta certeza. Pois depois de escrito quem dá sentido é quem lê.
.

quinta-feira, junho 28, 2012


A Caneta de Deus
Estou repartindo com você o que li em um BLOG

A Mãe deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações.
Perguntou:
- Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?
- Quando é que eu posso vê-lo?
O cirurgião respondeu:
- Tenho pena. Fizémos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem câncer? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?…
O cirurgião perguntou:
- Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
- Quer um cachinho dele? Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.
A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
- Foi idéia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.
Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do “Hospital Children’s Mercy” pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil.
Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.
Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho.
Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.
Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia:
-Querida Mãe,
Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer:”AMO-TE”.
Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as  meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico!
Os avós vieram me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabes uma coisa?…
O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo.
Ele levou-me a visitar Deus!
E sabes uma coisa?…
Sentei-me no colo d’Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante.. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais.
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa Mãe?….
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste,
“Aonde estava Ele quando eu mais precisava?”…
Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho dele,
Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos dele.
Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras pessoas veem este papel em branco.
É mesmo maravilhoso não é!?…
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus.
Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o câncer já se foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?…
Assinado com o Amor de Deus, Jesus e de Mim.

sexta-feira, junho 22, 2012

Inteligência mal empregada

 Inteligente não é quem ilude, mas quem tem  a verdade como limite da impostura. Será mesmo esta, a prática vigente na sociedade? É muita inversão de valores. São muitos os exemplos a serem seguidos, todavia, quão poucos são aproveitáveis!
"Cegos que guiam cegos", assim já dizia Jesus. Foram  tantos  os seus exemplos! Quantas orientações chegaram a  frutificar? Ainda se vê corrupção, avareza,  adultério, violência, indiferença e acusações injustas, entre tantas prática combatidas por ele. 
Diante de tudo surge a pergunta: Onde reside a chave de tantos problemas terem vida longa? Busca-se, analisa-se, mas não se tem chegado a nenhuma resposta satisfatória.. Afinal, busca-se longe, o que na verdade encontra-se perto e exige distanciamento de si mesmo para perceber as causas reais. Ninguém é capaz de assumir e admitir erros. Por isso que todos os males são sempre enumerados, sem contudo, o bem ser exemplificado. Então, como é que tudo pode mudar quando os orientadores apregoam sobre práticas que jamais realizam?  Afinal são os exemplos que educam.
Uma prática muito comum na nossa sociedade é enganar. Engana-se pais, professores, afinal todo e qualquer educador. E, com estratégias bem premeditadas! Para não ser repreendido filhos ou educandos geralmente adotam a postura de vítimas quando na verdade não passam de algozes, e, assim despudoradamente, muitas vezes subvertem verdades e fazem  acusações injustas, esquecendo-se de que agindo assim  estão cometendo injustiças. Assim, diante disso é que perguntamos? Será que estão sendo educados para seguirem os ensinos de Jesus ou os de Pilatos? O importante é se isentarem dos problemas, embora estejam prejudicando outrem. Estarão educadores e familiares adotando  a pedagogia da presença?
Onde está a verdade? Sabe-se que educandos prosseguem iludindo a si mesmos e aos outros em nome de considerarem-se inteligentes, principalmente ao arquitetarem  estratégias enganosas. Logo, se encontram-se entre os caminhos da verdade ou da impostura, preferem a segunda porque é mais cômodo prejudicar do que amargar as consequências por atos impensados que não querem assumir e por isso continuam empregando mal a inteligência que foi recebida como dádiva para ajudar na evolução e melhoria da vida. .

sábado, março 10, 2012

A SETA E O ALVO


Paulinho Moska, Nilo Romero

Eu falo de amor à vida
Você, de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar e sorte.

Eu ando num labirinto
E você, numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa
Mas você só quer atingir sua meta
Sua meta

É a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuro,
Eu digo "te amo"
E você só acredita quando eu juri

Eu lanço minha alma no espaço
você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era
E o que era?

Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa não te espera

Eu grito pra liberdade
você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade
E você só pensa em não se machucar

Eu corro todos os riscos
Você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade

É a meta de uma seta  no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

O PENSAMENTO EM QUESTÃO

O pensamento me intriga. Camarada que não consigo controlar! Tenho me perguntado por que ele voa tanto? Por que  teima em não obedecer ao meu comando? Quando menos percebo,  está longe...Pior mesmo é quando resolve tirar-me o sono. Rolo para um lado, rolo para o outro e ele lá. Parece que me vigia e resolve pensar em fatos que nem eu mesma consigo entender. Ô diabinho indisciplinado!Por que será que ele não nos obedece?
Certa feita eu estava analisando-o e estabeleci um relação entre o pensamento e um carro tendo por condutor um motorista inexperiente numa estrada acidentada, desvia de um lado, desvia do outro, mas acabará desgovernando-se e  provavelmente tombará, ou colidirá , ou explodirá, e, em pedaços, Bhá, nada mais restará de concreto.
Este camarada, que mais que nada necessita de governo, leva-nos muitas vezes a rota da destruição, muito embora sua especificidade deva ser perseguir e idealizar a construção. Considerando que para que se efetive o sucesso devemos ter a frente um bom condutor pautado na razão. 
Mas, quando se trata de pensamento, aprendi uma coisa: Ele nunca deve ser deixado a seu livre curso  sob pena de tomar o  rumo  do impulso e desgovernar-se. Pensar, afinal, não é ter o leme do real. Pensar é projetar uma situação que pode  ser correta ou enganosa. Por isso  mesmo é que a  cada ação do pensar deve ser acionado o sinal da razão. Esta, sim, é a sinalizadora que iluminará a ação correta, porque na rota que tomarmos o pensamento é a rodovia, e o condutor, a reflexão. Sem ela, o libertino nos premiará com muitos galos na cabeça, por isso devemos nos acautelar diante de seus arroubos.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Reencontro Registrado















Quão lindo dia de verão que termina
Entre os arbustos filmas com tanta ternura
Registrando os campos sob ingênua mira
No foco a paisagem de cores tão puras.

Nosso bom recanto tem história e cor
Guarda o testemunho de tua chegada
E sela o reencontro de tão velho amor
Que por expiação fora prorrogada.

Amor que viveu uma outra existência,
Num chalé branquinho que a relva ladeou
Guardando segredos que só a consciência

Diz que um dia ela  de mim te levou
E lá,  separou  vidas  com tal violência,
Que somente agora você me encontrou. 

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Sina

      Antônio José
 Estava pensando com a monotonia
 Que na vã magia me apareceu
 Refletimos torpes os nossos momentos
Mas sem sentimentos para não abalar
Andamos na rua e colhemos flores
Frutas sem sabores pra não perturbar
Vimos tantos rostos tantas peripécias
Um em cada história, cada história em um
É cada alegria e cada tristeza
É a natureza em seu natural
Dez ladrilhos cinzas em vastas pastagens
Dez olhos sangrentos em negras ramagens
Já não choram mais os filhos do tufão
Pois secarão mares de choros azuis
Crianças morenas e homens seminus
São crias da terra e filhas de urubus
E magras ossadas a serem vendidas
São carnes perdidas são carnificina
Mas gritos e choros que ainda se ouvem
Brilham como orquestras em cada esquina
Saciar a fome com o poder da dor
Congelar o amor pra poder vender
Uma casa branca de limpo perfume
Pode ter estrume se se procurar
Porém não desisto desta minha sina
Enquanto brilharem os olhos da menina




Breve Relato

Cada encontro está carregado de perdas(Vilma)
Te escrevi mil versos
Te enviei mil flores
Que nem mil amores poderão te dar
Mas sem nossas vidas sem falsos pudores
Palavras são cores que dispensam insignias
Mas se navegarmos em contos de fadas
Pela noite a dentro em noites alquebradas
Teceremos torres faremos anáguas
Gaviões alados são contos de fadas...
Ô bravo guerreiro de lança amarela
Que escolta a lapela lá em meu país
Busca os perdizes que na chuva cantam
Cantigas de amores por velhos cantadas
O que não dizer, ó minha Atena doce?
Que em mil lampejos e minh'alma entrou
Mas só são palavras de fácil enfeite
Que busco no seio pra te agradar
O que tu não sabes é que em meu país
Janelas são potros, potros são janelas
Mas tu és tão simples tão facilitável
Que ficas difícil e indecifrável
Já tua beleza é de extremo espanto
Que nem em mil contos  poderei sanar
O que não fazer com os nossos encontros?
Pois de canto  em canto tendo a relatar.
     Antonio Jose (30/03/2003)

quinta-feira, janeiro 05, 2012

O mensageiro

Talvez pudesse mudar o nome para O LOGREIRO, fazendo uso do neologismo,ou melhor da linguagem informal, para que o eufemismo cumpra sua função verdadeira neste texto. Eu poderia ser mais direta, afinal ninguém nunca se preocupou se suas palavras feriam ou não meu amor próprio. Contudo, continuo aquela mesma criatura que prefere sofrer a fazer isso aos outros. Será que isso é ser mais humano ou mais astucioso?Mas para quem leva o nome de mensageiro, nome que se denomina Jesus, suas ações nem de longe igualam-se as Dele, pois  além de disfarçadas nunca tiveram a intenção de ajudar ou curar ou aliviar ou ensinar, pelo contrário, objetivavam usar, magoar, desprezar. Enfim, posicionavam-se longe  da verdade, porque eram carregadas de puro embuste. Que fantástico! O mundo está cheio desse tipo, pena que as vítimas nunca as descubra antes de suas investidas. São seres mascarados, sutis, com cara de anjos mas corações de terríveis gigantes. Há diferença entre eles e aqueles considerados perigosos a sociedade? Sim. Há. O primeiro é disfarçado, age lentamente e vive entre os homens considerados inofensivos; o segundo, vive a margem da sociedade e quase sempre é reconhecido e pode ser evitado. Para ser franca , eu prefiro o segundo, porque dele posso me livrar e sei que não é nenhum mensageiro.   

O tempo é um fio



Henriqueta Lisboa

O tempo é um fio
Bastante frágil.
Um fio fino
Que à toa escapa.

O tempo é um fio.
Tecei! Tecei!
Rendas de bilros
Com gentileza.
Com mais empenho
Franças espessas.
Malhas e redes
Com mais astúcia.

O tempo é um fio
Que vale muito.

Franças espessas
Carregam frutos.
Malhas e redes
Apanham peixes.