segunda-feira, dezembro 13, 2010

MISTÉRIOS

Mistérios sempre existem,
Mas sempre são descobertos,
Não existe nada oculto,
Quando se vive bem perto

Se bem que no mundo atual
Tudo se é permitido,
Bigamia já é modismo
Tornou-se até natural.

A moral anda decadente,
Não existe ninguém fiel
Um por todos e todos por um
Apenas no inconsequente

É triste ser enganado
E pensar que está seguro,
De saúde e do que há
Oculto por trás do muro.

A AIDS cresce em silêncio  
Em relacionamentos não sérios
Leva mesmo o que é conscio
Traiçoeira em seus mistérios.

Prevenção é a palavra
Mas muito pouco atendida
Onde quem manda é prazer
Esquece-se até da vida. 

domingo, novembro 21, 2010

Meu mais jovem poeta

Educação

Educação é uma santa
Comparo a plantação,
Nasce no coração
E a todo mundo encanta.
Da semente vira planta,
E começa a florescer,
Novos frutos vão nascer,
Germinar conheciemnto,
Educação é o momento
Para todos aprender.

Você que é engenheiro,
médico, um cirurgião,
Que tem uma profissão:
mecânico ou enfermeiro,
motorista ou carpinteiro,
Advogado ou doutor,
Sagento ou criador,
Eu te digo camarada:
Você não seria nada,
Se não fosse o professor.

Estou agradecendo
Aqui mais uma vez
Falar sobre educação
Não sabe o bem que me fez
E o que eu aprendi,
Pois devo tudo a vocês!

Ser professor é ser
sinônimo de alegria,
É a força do estudante,
É caminho que nos guia,
Que nos leva a toda parte,
Conhecimento é uma arte
Pois ele nos contagia.

Poesia é uma forma,,
Que uso para demonstrar

Professora Glícia e Islândio
O uso da educação
Que vem nos ajudar
Através do professor
Que faz todo mundo amar.

Eu aprendi neste lugar
O que é educação
É fortalecer a nação 
Coisa que hoje se viu
Para melhorar o Brasil
É do professor a missão. 
Islândio Nobrega 3º Ensino Médio








 

quarta-feira, novembro 17, 2010

Não sei mais...

Se a vida ainda é bela,
Se existe alguma estrela
Se o sol quente esfriou...

Sei apenas que solidão geme
Que o homem sozinho treme
Quando o temporal descer.

E quanto tempo hei de esperar
O dia para te encontrar
A fim de  te conhecer!?

Promessa ... isso é prene,
E meu coração até treme
Com medo de te perder.

És pétala, flor, és encanto
Que a vida escondeu num canto
Pra um dia me devolver.

Mas terra, luz, sol e mar
Haverão de se conter
Quando o momento chegar.

Oh, meu amor, meu encanto!
De ti eu preciso tanto...
Vem nos meus braços ficar...

quarta-feira, novembro 10, 2010

O despertar do poeta

Rosa mulher
Eu nem sei o que escrever
Nestas linhas tortuosas
Não sei se falo de ROSAS
Prontas pra te oferecer
Mas para que remeter
Rosas a uma outra rosa
Das quais és a mais formosa
Do jardim do meu viver?
Jardim que eu vi crescer
No seio da primavera
 Naquela doce quimera
Que era meu amanhecer
Como poder te esquecer
Oh bela ROSA MULHER
Soerguida ao sopé
Da montanha não no cume
Me fazendo adormecer?
Carneiro, Maciel Henrique.
Tuparetama, 07/03/96

segunda-feira, outubro 25, 2010

Sentir e Amar Andam Juntos

Não há quem não sinta a aproximação de um amor. Os sinais podem ser diferentes, mas eles existem e acenam se devemos correr ou ficar.
Para provar a veracidade desse fato, vamos refletir sobre uma intuição que sentimos se vamos sofrer logo na hora que fitamos o olhar da pessoa amada.
Também não podemos renegar o pulsar do coração, as mãos frias ou trêmulas, a respiração ofegante, o choque ao fitar o olhar do outro, ou o frio na espinha, que  são inegavelmente indícios de que  está a caminho um enlouquecido amor ou quem sabe, o início de uma prova a dois.
É certo que não é à toa que isso acontece, visto que aparece como um sinal irrefutável de que aí se encontra  uma mensagem enviada pela alma, revelando que aquela pessoa pode representar um grande  amor, uma alma gêmea ou mesmo uma algema que poderá fazê-lo sofrer muito ou trazer-lhe muita felicidade.
Também não pense o leitor que tais indícios acontecem apenas com a aproximação dos dois, porém, podem surgir até no caso de relacionamentos iniciados através de sites. Ouvi certa feita alguém falar sobre sinais semelhante sentidos sem sequer conhecer pessoalmente o outro, o envolvido, e até mesmo de sentir ciúmes atrozes a  sufocar-lhe a alma.
Esta abordagem poderá lhe servir como ponto de reflexão, a fim de que olhando para trás possa por a prova o  início de seu relacionamento. Sentiu alguma coisa diferente a aproximação do pretendente? Se sentiu, bom sinal. Provavelmente aí existe o princípio de um novo amor a caminho.
 Contudo, para aqueles que veem no amor um grilhão, muita cautela, porque coração é diferente de razão. E, certamente ele irá abalar suas bases defensivas. Atente, pois, ao alerta. pois na verdade você não lembras onde está a causa, todavia  está deparando-se com um indicativo: a mensagem enviada pela alma ao corpo.  Fique certo de que os sinais sentidos no corpo são  reflexos da última carga fluídica recebida pelo espírito reencarnante que funciona como  código impresso involuntário que é guardado e que muitas vezes aparece como indício de como será o caminhar.
 Em suma, isso é o que nos faz receber esse choque inicial que sequer sabemos o que significa em relação ao futuro emocional, entretanto, pressentimos o que nos ocorrerá e por isso tememos. 

quinta-feira, outubro 21, 2010

Os Inseguros

Distantes, tristes, vagamente caminham teus olhos para um local indefinido, talvez mesmo inexistente. Teus ombros são indiferentes a estética, mas teu cérebro vive em busca de vantagem ou de comprar o prazer de fazer-se querido. Aliás, tudo para ti é produto e está a venda... Eis a resposta para toda insegurança que demonstras. Sentimento, respeito, emoção, não estão a venda. Compra-se carro, mansão, lazer, prazer, beleza, mas o que existe de mais íntimo não pode ser vendido: O amor, a compreensão, a abnegação, a afeição e o perdão. Estes não são comercializados, oferecem-se gratuitamente.
Não é compreensível a meu limitado entendimento alguém com tamanha vacilação em relação à capacidade de se fazer amado. Uma tolice infundada. Alguém tem que lhe dizer a todo o momento que o ama? Mesmo assim a declaração não é capaz de convencer e ainda com um olhar vacilante que nunca fita ninguém, deixa escapar um vestígio de desdém.
Essa característica não é apenas de uma pessoa. É de um casal que a possuem em comum. Enquanto ele desacredita dos sentimentos dela, a mesma por sua vez consegue aplacar os inquietos desejos e angústia de não ter seus sentimentos correspondidos embarcando no táxi do ciúme, que em sua curta viagem, dá mais prejuízo do que vantagem. É incompreensível o que os liga! Tenho pesquisado e nenhumas dessas investigações me convencem. Cheguei mais perto de aceitar lendo Rubem Alves em suas cônicas feitas a base de outras leituras ao mencionar que se ama a imagem refletida na outra pessoa, ao que confirma também  Alberoni, quando diz que não se ama o outro, mas o seu segundo lado. Feminino se for masculino e vice-versa. Não sei como alguém pode ser tão inseguro e ao mesmo tempo sentir uma espécie de calma e uma irresistível atração só em vislumbrar o outro. Nada justifica  esta ligação a não ser a paixão por si mesmos que os faz tão contrários em relação ao amor e ao mesmo tempo tão semelhantes em se tratando da necessidade íntima de considerarem-se amados.
Ainda nesta posição de divagar sobre aquelas duas criaturas me pergunto: O que terá acontecido com aqueles dois?O que será que ambos procuram?Por qeu sentem tanta ânsia de serem amados e aceitos? Foi falta ou excesso de amor? Se for excesso após terem crescido ninguém conseguiu doar o mesmo nível de amor recebido? E se foi falta, será que tal necessidade se transformou num buraco sem fundo que nunca enche?
Seja o que for, uma idéia nos faz tentar compreender: a de que se deve dosar o amor na infância, a fim de que não se possa sofrer o peso da insatisfação matrimonial eterna e, portanto os cônjuges possam se autoafirmar na idade adulta, evitando que os opostos se procurem para um sobre o outro derramarem a gama de insatisfações e somarem as inseguranças.



segunda-feira, outubro 18, 2010

Já é Hora

Vieste tu, linda senhora,
Um dia me procurar
Enrolada numa capa
Preta, sem me encontrar,

Porque de ti me escondi
Temendo ter de embarcar
Pra terra de onde vim
Sem antes me realizar.

Hoje, porém, já cansada,
Já podes vir me buscar,
Enquanto me encontro lúcida
Para em teus braços deitar.

Quero acordar bem velada
Por quem já me precedeu:
Minha vovozinha amada
E o amor que me entendeu.

Sei que jovem não queria
Deixar a vida apressada,
Mas agora já madura,
Dela estou bem  saturada.

 Nada que me prenda existe,
Quero dormir sossegada
Pois nesta terra só resiste
Quem aprendeu a ser nada.


terça-feira, outubro 12, 2010

Namoro Virtual

É um relacionamento técnico, automático, imprevisível, falso e fugaz que embora enleve pela sua subjetividade, não traz realização completa para a alma.
Quando falo técnico, estou me referindo a maneira como se dá esse namoro. Na realidade ele tem base na análise cautelosa de detalhes que se vão apresentando durante o bate-papo e a partir do estudo de atitudes e reações muitas vezes demonstradas involuntariamente, vai se descobrindo o outro. Não posso dizer que nele  esteja presente o romantismo e o envolvimento que existe no cara a cara, no toque, na combinação e na soma de energia que tem o poder de atrair a alma a fim. Ele possui outro aspecto, é o de transação comercial efetuada por um procurador. O que importa é a realização do negócio, não importa as conseqüências.
Não é só isso, ele também é automático. Inicia-se a conversa e em pouco tempo já  é “ meu amor”, envia sua imagem”, “ouça minha voz”, “mostre-me suas pernas”,” como são seus seios?” fiquei excitado” “tire a roupa!” e... muitas vezes sem nem um bye, bye desaparece, sai off. Não existe um tempo que paulatinamente faça com que tudo aconteça, como quando o contato se dá concretamente. Tudo acontece na velocidade da luz. Tanto a aproximação e conquista, como o seu fim. Ambos equiparam-se a foto digital, cuja conclusão é rápida: boa ou ruim.
        Pode ainda ser definido como imprevisível. Nunca alguém pode atestar seu grau de previsibilidade. Ninguém é capaz de determinar se iniciou ou terminou. Muitas vezes é alimentado pela chantagem. E por que a chantagem? A resposta está em: quem usa a internet para namorar geralmente é uma criatura solitária que se considera desprovida de encanto para a sedução ou prepotente o suficiente a ponto de afastar as conquistas. Então resolve apostar tudo, testar seus encantos, se é que ainda tem ou os possui. A outra pessoa ao perceber a necessidade de companhia que o outro demonstra, inicia a dizer, você é ou não minha  garota ou meu garoto? Esquecem até que muitas vezes nem tem idade para serem chamados de garotos! Todavia o jogo continua e dá-se a entrega pelo medo da solidão. Pronto acabou o encanto. O desconhecido não mais existe. O interesse que havia antes se desfaz. Então, vamos partir para outro que terá as mesmas características inesperadas.
São muitos os inconvenientes neste "suposto namoro", mas ninguém tolera falsidade. No relacionamento em destaque, diz-se tudo que quer. Que ama. Que se apaixonou. Que teve o coração flechado. Tudo se torna bem mais fácil para mentir quando não se tem a presença do outro. E o pior de tudo, é que aquelas mesmas palavras estão sendo escritas ou pronunciadas para outras tantas pessoas ao mesmo tempo! Este namoro, sem sombra de dúvida, é um exercício de hipocrisia. Assim, a valorização do outro e seus predicados vão se coisificando e ao mesmo tempo vivendo-se de momentos inexatos.
Faz-se necessário ainda insistir na fugacidade desses relacionamentos. Pois aquilo que se pauta em sonho, já está predeterminado a desfazer-se. A princípio, possui o encanto da borboleta no casulo: linda! Para em seguida, tomar por forma a lembrança que ela conserva sobre o casulo: nenhuma!
Será que existe justificativa para tais relacionamentos? Nos meus parcos conhecimentos, encontrei resposta também para eles analisando a faixa etária do público que os procuram. Geralmente são pessoas que já extrapolaram a idade das ilusões. Os desquitados, divorciados, viúvos encalhados ou vítimas de frustrações horripilantes. Cujos seres, temendo envolver-se com alguém e voltar a sofrer e/ou ao  mesmo tempo perder a liberdade, encontram no namoro virtual refúgio para suas emoções. Vale destacar que tais  refúgios são sem nenhuma dúvida, recheados de cobiça e sonho.
Diante do exposto, pergunto-me: O que se passa com este pessoal solitário e livre? O que buscam realmente? Eu, secretamente acho que é saciar o espírito de aventura não vivido na adolescência ( porque a vida tem suas fases e qualquer uma delas que tenha sido transposta, sem o usufruto deixa seqüelas)   ou mascarar passados sombrios de desamor e incompreensão.
Confesso que não sou contra o namoro virtual, afinal, sê-lo é tirar o doce da boca da criança. Contudo, prefiro o relacionamento de verdade:  o olho no olho, o desejo ao fitar os lábios da criatura desejada, o beijo ardente, a mão a buscar aquilo que não perdi e o abraço quente e gostoso de sentir no meu o corpo do  amado.


domingo, outubro 10, 2010

Telefone

Olho-o e começo a divagar sobre sua singularidade. Quantos passos  me poupa!Quanta complicação resolve!Quantas situações constrangedoras evita. Digo evita, porque quase todo mundo é muito educado ao telefonar.
Foi realmente nobre a descoberta de Graham Bell! Bendito seja seu nascimento. Certamente ao idealizar tal invento provavelmente jamais pensou que alimentaria o sedentarismo do homem; favoreceria o namoro clandestino, principalmente entre casados; garantiria o anonimato de denúncias judiciais e até a interrupção das as principais refeições e também de reuniões e aulas.
Ah, pequenino invento (hoje bem mais desmaterializado!), porém com atribuições tão relevantes quanto comprometedoras ou danosas.
 Para alguns usuários, tem o peso do desemprego que é capaz de tirar o alimento e o poder de compra de outros bens utilitários em decorrência das altas contas. Contudo, das viúvas já espoliadas como dizia Jesus, tira até o amor. Aliás, o dito popular já confirma, quando a desgraça entra pela porta, o amor foge pela janela e se já são espoliadas o que mais lhes resta? Não tem nada mesmo!
Também ainda há muitas outras perturbações causadas pelo telefone. Planejar fuga de penitenciária, arquitetar planos de assaltos, clonagem, roubar firma, são inúmeros os atentados contra ao pudor e a docência. Não resta a menor dúvida de que são inúmeras as utilidades! Contudo, parece que os agravantes se sobrepujam a elas, pelos danos que causam.
Como seria bom se houvesse mais humanização! E se ao invés da aplicação das descobertas científicas para fins ordinários, as aplicassem para melhorar e dignificar a vida. Estas certamente eram as intenções do idealizador, que provavelmente estará a inquietar-se amargamente no mundo espiritual neste momento pelos fins que vem tomando sua descoberta.


sábado, outubro 09, 2010

Amizade


(...)"Vosso amigo é a satisfação de vossas necessidades. É o campo que semeais com carinho e ceifais com agradecimento.
Quando vosso amigo fala com sinceridade, não tenhais medo do"não" em vossa mente, nem restrinjais o "sim".
E quando ele estiver silencioso, vosso coração não deixa de escutar o coração dele:
Pois sem palavras, na amizade, todos os pensamentos, todos os desejos e todas as expectativas nascem e são compartilhadas, com uma alegria imensurável"(...) 
                                                                             Gibran

quarta-feira, outubro 06, 2010

SERÁ MENTIRA OU SERÁ VERDADE?

SONETO DE FIDELIDADE
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se ncante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu  canto
E rir meu riso e e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia d quem vive
Quem sabe a solidão,fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto bque é chama

Mas que seja infinito, enquanto dure.
Vinícius de Morais

Os Testes da Vida

Na vida existem três testes, nos quais nunca tiramos 10: O teste da convivência familiar,   o da matrimonial e o da  trabalhista.Se nunca somos aprovados , é porque   exigem fortes doses de   paciência, abnegação e acima de tudo, amor.
Entre todos os testes, os familiares são os que mais nos atingem, visto que estão diretamente ligados aos entes nos quais depositamos maior confiança. Porém, permita-me o leitor um aparte, aprendi em muitos anos de existência que neste campo é que se inicia as mais fortes batalhas e por isso temos de treinar a contenção a fim de que não possamos cometer enganos ou atos que possamos nos arrepender por toda a vida como: agressões verbais ou físicas ou entrigas em decorrência de críticas ou ironias feitas de modo  intencionaldentro de casa, mas devemos lembrar que é somente a famíla quem está sempre conosco nos momentos difíceis.
 Quando falamos em dificuldades vale consultar as origens, as quais se encontra-se quase sempre  na disputa infundada do afeto, atenção e amor que os pais tem por seus filhos. Afinal desconheço competição maior que a travada entre irmãos por puro ciúme dos pais. Fato que bem poderia ser extinto se ao invés de deixar crescer sem poda o egocentrismo, deixasse desabrochar ou ensinasse o bom senso e o sentimento de coletividade e o amor aos filhos.Certamente todos sentir-se-iam amados e tais problemas seriam sanados.
Analisemos agora os matrimoniais. Este, porém, vou chamar de aniquilador: o matrimônio, o acasalamento, o teste do relacionamento com o sexo oposto como são chamados, exige uma forte dose de amor a si mesmo, caso contrário estaremos condenados a derrota ou a desistência da vida em favor dos outros, fato que em nenhum momento faz com que sejamos amados. tolo mesmo é quem pressupõe que ameaça de suicídio leva ao amor ou a volta quando termina-se um relacionamento.
Nada irrita mais ao ser amado do que alguém ameaçar suicídio por sua causa, e sempre que há uma tentativa, ao invés de voltar, o causador afasta-se mais. Afinal ninguém é dono de ninguém.
 Muitas pessoas já sofreram pressão para serem amados, ou para conseguirem segurar alguém junto a si, porém eu me pergunto,: Vale a pena o corpo junto e a  cabeça por longas distâncias?  Sem esquecer que a pressão que se faz para ser amado possui  poder de libertação tão intenso que chega a fazer com  que aquele que se está sentindo pressionado nos esqueça. Ninguém ama ninguém pela pressão, porque o amor é um sentimento espontâneo, brota onde quer e parte quando deseja.
Ainda quanto ao relacionamento a dois,percebe-se que nele há uma força,  uma espécie de sucção capaz de retirar do seio doméstico a criatura para o domínio e a subjugação sentimental.Tão forte é esse laço, que ambos ou um dos dois principia a conceber-se inferior ao outro. E, nessa atitude de exposição intima,  muitas vezes originam-se sentimentos de insuficiência, de inferioridade, de amor próprio ferido, principalmente se não se sente plenamente correspondido ou quando se vê trocado por alguém que nem sequer  possui qualidades superiores as suas. Este teste também dá reprovação e confirmando vamos analisar a quantidade de relacionamentos atualmente que tem se desfeito e tudo porque a convivência está cada vez mais difícil e o fator compreensão quase extinto, porque casamento requer muita abnegação para resistir. 
Reflitamos agora sobre o último teste, o profissional. Não conheço outro que exija mais diplomacia, porque as dificuldades surgem quase sempre em decorrencia dos miasmas de defeitos acumulados na infância, os quais, resultando em  frustrações, traumas e inseguranças crônicas  adquiridas ao longo da jornada  que se vão configurar  em  baixa estima, complexos de inferioridade e egoísmo. Tais fatores quando aparecem no ambiente de trabalho são terríveis! Transformam-se em ações avassaladoras contra colegas, levando-se a  esqueçcer a ética e procurando muitas vezes prejudicar de todas as formas o semelhante.
São estas, criaturas que em suas cabeças doentes de inveja consideram outras superiores a si próprio. Tal obsessão o impede até de sentir  prazer com os sucessos. Visto que seu olhar jamais se volta para saborear suas vitórias tão obsecado encontra-se em viver a vida dos seus supostos inimigos.  Destes, devemos mesmo é ter piedade, porque é miserável mental e emocional. Sofre para arquitetar planos prejudiciais ao próximo e sofre por não enxergar seu potencia.
 essa espécie humana, se é que se pode chamar de humano, que muitas vezes procura superar os outros tentando prejudicar àqueles que ele próprio elegeu como superior que quando ocupa posição de destaque em qualquer atividade no ambiente de trabalho, nem percebe. Vive a vigiar a fama alheia e amargurar-se por julgar-se imcompetente.  Este  é um teste constrangedor e lamentável. Nele passa pelos terrores do "inferno" o inocente perseguido  e definha  o perseguidor através  das amarguras emocionais provocadas pela dor da inveja.
Enfim, depois de levantados todos os agravantes sobre os testes da vida ainda é possível apontar soluções que resolvam todos os percalços: reconhecer que os supracitados existem e que podem está dentro de nós mesmos e avaliá-los como doença emocional que deve ser combatida desde tenra idade, porque na verdade tais agravantes  são filho do egocentrismo não combatido na infância.
Contudo,  se não conseguirmos efetuar as mudanças necessárias e formos reprovados em algum desses testes é necessário que participemos de um processo de reaprendizagem que nos mostre através do' quem sou, como estou, onde estou' a fim de que se  reconheça, pois certamente  tudo que nos reprova na vida será superado. Afinal nos testes da matemática da vida é mais fácil tirar zero do que dez, quando não se aprende a conviver, a abrir mão,a aceitar as limitações alheias, visto que tudo isso significa exercícios de amor, tão necessários, mas pouco usados na atualidade. 

quarta-feira, setembro 29, 2010

Relação entre o HOMEM e o poema

O Engenheiro
A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

Em certas tardes nós subíamos
Ao edifício. A cidade diária,
Como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro.)

Como um jornal que todos liam.
A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.
                         João Cabral de Melo Neto

      Como eu poderia estabelecer uma relação entre um homem concreto e o poema de João Cabral? Ja descobri! o título e as características comuns a ambos. Pois quando vejo o poema em minha frente, ganha tamanho o homem carne, músculos, pelos e solidão.
      Nada sei sobre ele, ou quase nada, contudo, posso criar, avolumar, como faço com a semântica do poema na sua linguagem, racional, concreta e automática da razão. Embora seja carinhoso,   suas ações não dão margem à inspiração e à poesia.  Talvez, porque não tenha conseguido abrir espaço entre a geometrização e a exatidão, para deixar nascer o sonho e a subjetividade, tão meus.
Somos dois opostos.
       Enquanto vejo a beleza da vida de dentro do pulmão de cimento e vidro, ele prefere medir e  calcular a construção do pulmão;
       Enquanto vejo a perspicácia, astúcia do olhar e penso sobre o que há por trás de tudo, ele prefere o automatismo visual concreto e instantâneo.
       O que eu queria mesmo era lhe descobrir. Do mesmo modo em que o eu lírico do engenheiro lia a cidade diária ao ganhar aquele pulmão.
        Mas o bom de tudo isso, seria que eu saisse do poema, esquecesse a poesia que está enraizada em mim e fosse em busca de sua objetividade, tocasse, medisse e construísse um edifício sem portas e sem janelas fechando-o para evitar que de mim se fosse.
        Impossível!!!Os contrários se repelem. Entretanto, bem que  a adversidade deveria transformar-se em adição e nesse sentido, você ganharia e eu mais uma vez pela dominação ... não!
        A relação foi estabelecida.  E, com tal maestria, que chego a duvidar de que o engenheiro e o poema não sejam a mesma coisa.




       



terça-feira, setembro 28, 2010

"Se em vossos pensamentos deveis dividir o tempo em estações, que cada estação envolva todas as outras estações, e que vosso presente abrace o passado com nostalgia e o futuro com ânsia e carinho"
Gibran



Gibran

segunda-feira, setembro 27, 2010

Aqueles que tem consciência

" Em primeiro lugar vou falar da tuaa profissão,
da indústria do espetáculo,
da atividade que você escolheu exercer, não importa porque razões,
esperamos que elas sejam as melhores.
Na verdade é indiferente
o que você pretende fazer nessa profissão.
O que você deve saber é o que farão de você.
Os teatros de estado subvencionam os serviços
que favoreçam as idéias dominentes.
Ou seja,as idéias daqueles que dominam,como daqueles que são dominados.
É bom que você saiba que você é um empregado,
como qualquer outro empregado.
Como aquele, por exemplo,
a quem a gente chama num bar para servir uma bebida.
Mas, evidentemente, isto é tudo.
Aqueles que tem consciência de ser subjugados
podem alguma coisa contra os que subjugam"
Bertold Brecht

Esperança

Vou vivendo como me cabe viver
 a  possibilidade de um dia encontrar
O princípio que antes me fez sonhar.
Pois levo a a vida esperando acontecer
Tal encontro no desencontro realizar
O breve sonho que busco concretizar.
Muito tarde...deveria era esquecer...
E na esperança  desse amor renascer,
Mesmo sabendo que isso nunca vai se dar,
Pois só de um lado nada  vai realizar.
E certamente  com os resíduos do ir e vir,
Tão maltratado esse amor deve ruir,
E os sonhos e lembranças de amar
Como detalhes de beleza vão ficar,
Mas o alguém que nada fez pra construir,
Vai lamentar quando o tempo devolver,
Em desilusões o sacrifício, por  sufocar
Tamanho amor que o egoísmo fez morrer.

video
   

domingo, setembro 26, 2010

Infidelidade e trauma

Infidelidade e trauma

Há situações na vida humana que revolta até a mais santa das criaturas. Uma delas é a infidelidade conjugal, porque fere a alma no que há de mais sublime do ser: o brio.
É certo que no contexto atual, pelo menos no Brasil, principalmente nas cidades do interior, elegeu-se por modismo a falta de respeito conjugal. Então é normalíssimo encontrar-se homens (prova de um dominante machismo) a desfilar sem o menor pejo, com outras mulheres sem sequer preocupar-se com a própria família. É como se de repente começassem a imitar na vida real as cenas de novelas que são exibidas no cotidiano. Acho mesmo que tais criaturas perderam a razão, e, em busca de aventuras, saciam egos doentios construídos em meio à insegurança afetiva e transformaram-se em perversos carrascos dentro da família ao demonstrando aos que lhes são caros forte prova de desafeto e desrespeito.
Ao mencionar ego, devo lembrar que tais pessoas no topo do individualismo esquecem que estão a provocar traumas em outras a partir de suas ações completamente voltadas para a satisfação íntima. Sabe-se de antemão que entre os traumatizados estão em primeiro lugar os filhos em segundo a esposa. Também se coloco filhos em primeiro lugar é porque já assisti a cenas desoladoras de crianças que choravam decepcionadas por ser alvo de chacota por coleguinhas na escola ao ser comunicadas pelos colegas o fato de terem presehciado o pai com uma amante. Para os filhos os atos pérfidos são ameaça de perda (lembrando que todo filho, até você leitor, não deseja ter seus pais separados), já para a esposa, ser relegada a segundo plano, significa ter estilhaçada sua estima.
Tal tema recorda-me um livro que não lembro mais o título, onde o autor dizia: a traição ou adultério, causa mais trauma ao cônjuge que a perda pela morte, visto que fere no que há de mais sublime: o amor próprio, a estima.  Porque quando é enganada a pessoa lesada se sente diminuída, imprestável, um lixo. Ou melhor, reduzida em sua capacidade de ser amada. Afinal ser amado é uma necessidade do ser  humano.
Sei também que ninguém pode ser coisificado a ponto de pertencer a alguém por direito inalienável, mas por outro lado que é mais leal chegar a quem está a seu lado e dizer: eu decidi viver de aventuras, não era isso que eu queria, é monótono ter apenas uma companhia, por isso estou partindo.  A partir daí, poderá ter quantas relações extraconjugais  quiser sem expor filhos ( não digo fazer sofrer) ou esposa ao ridículo.
Acho triste assistir ao desfilar de inumeráveis famílias destruídas na cidade em que resido,  tão pequena! Com  apenas   sete mil habitantes, mas que guarda em seu seio o imensurável problema do desajuste familiar, da educação doméstica pautada completamente nos modelos fornecidos pela mídia televisiva. E como é tão bem imitada pelos de parco conhecimento! Também é  imitada pelos que se dizem intelectuais, porém que trazem no caráter o individualismo e, por isso, obrigam às proles ingênuas traumas irreparáveis e  sujeitos a perpetuação, uma vez que tais comportamentos foram absorvidos através da exemplificação e poderão ser repassados aos descendente.
Diante do exposto, nem se deve falar em melhoria moral neste mundo. Pois o que se preconiza como inteligência e esperteza está longe daquilo que se diz evolução, porque inteligente para a grande maioria é quem engana, adultera, tira o que não lhe pertence, rouba. São essas práticas atuais que não só abomino, mas também vejo como o cúmulo do atraso espiritual, mascarado  pelo egoísmo e desrespeito a criatura humana, visto que pelo fato de ser filha do mesmo Pai, Deus, Perfeição Suprema, ao permitir que nascêssemos, pela Lei Natural  deixava implícito a responsabilidade de evoluirmos.  Jamais voltarmos ao estado primitivo da humanidade.
Devo dizer, em suma, que sou contra o adultério, esse modismo desmedido que chamo de decadência moral, pois sou a favor da decência, e, coloco a família,  entre as demais sociedades,   como prioridade absoluta para a construção de uma humanidade feliz e que tem respeito pelos sentimentos do outro.

sábado, setembro 25, 2010

Liberdade não Existe

Liberdade não existe
Eu falaria sobre liberdade, se as pessoas que estão empregadas não precisassem de chefia;
Eu falaria sobre liberdade, se os professores que conscientizam jovens, dessem aulas de fato sem que alguém lhes cobrasse retorno;
Eu falaria sobre liberdade, se os filhos cumprissem as obrigações escolares sem a cobrança dos pais;
Eu falaria sobre liberdade, se os políticos administrassem (como lhes cabe fazer, honestamente), o poder de nos representar que lhes outorgamos;
Eu falaria sobre liberdade, se as igrejas cumprissem de fato a missão de representantes e divulgadoras dos ensinos se Jesus.
 Aí, sim. Eu falaria de liberdade porque ela existiria, visto que falar sobre aquilo que não existe é perda de tempo. E pensar que nas escolas os professores de redação tem verdadeira obsessão por este tema!  Absurdo! E ainda se fala que o aluno deve estudar a partir do conhecido. Ele conhece a liberdade para dissertar sobre ela?
Então se nada disso acontece, por que falar de LIBERDADE, esta condição a que todo ser humano ambiciona, sem existir?
Se existisse, na terra não haveria cargos de chefia, nem patrões, nem líderes fiscalizadores e muito menos monitoramentos porque todos saberiam e cumpririam por si só suas obrigações. E, se assim fosse, não cumpririam apenas pelo fato de ter desenvolvido a consciência de que aquilo que se tem por realizar deve levar em consideração a si própria e ao seu irmão. Conquanto, concebendo que ao se tirar de um irmão, não é dele que se está tirando, mas de si mesmo, da obrigação que lhe cabe como irmão de amar ao próximo como a si mesmo, conforme preconizava Jesus.
Tudo é pura utopia. Tenho assistido a políticos, padres, professores, gremistas, líderes sindicais fazendo apologia a liberdade quando não exemplificam, e muitas vezes teimam em quererem pressionar as pessoas que consideram menos esclarecidas a pensarem semelhante a si mesmo.
Por isso reitero, como se opta por liberdade se não se respeita o direito individual de pensar, de agir e de decidir? É certo que você pode esclarecer, mas também deve conceder o direito de escolha. Isto sim é liberdade.  Entretanto, esse direito tem sido negado em favor da tirania e da subjugação, muitas vezes fazendo-se uso até mesmo da perseguição.
Para ser sincera, afirmo que o ser humano não tem sequer a liberdade de pensar, porque até mesmo seus pensamentos mais secretos são vigiados por aqueles que gostariam que você pensasse pela visão restrita que lhes cabe sobre o mundo e a forma de vida.
 Como posso, então falar de liberdade se até o que pensamos, queremos e cremos é o resultado de idéias que nos foram incutidas com propósitos muitas vezes alheios a nossa classe, por pessoas que nunca vestiram a nossa túnica e que opinam sobre tudo, contudo, falam do que acham, mas, nunca do que sentiram? 
Ah, liberdade! Só te poderemos conceituar, definir, sentir, exercitar no momento em que compreendermos e cumprirmos nossas obrigações para com o mundo, o próximo e conosco mesmo.
 
Por isso que ninguém poderá me convencer de assumir uma posição concreta sobre LIBERDADE a menos que me possa demonstrar que a terra não é um espaço apenas de lazer, mas de trabalho.  Trabalho no qual todos apresentem satisfação e responsabilidade pela evolução.  Aí, sim. Nesse momento exato, podem me convidar para falar sobre liberdade, porque por enquanto eu me recuso a falar do que não existe.